23 de outubro de 2012

A verdadeira história de São Jorge

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. 

Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade. Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. 

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. 

Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar. Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). 

A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos. Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. 

Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade... Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte. Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos... Apesar dos engano e da cegueria espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. 

Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos. Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.

Borboletas Monarcas

No livro que estou escrevendo sobre Gênesis eu faço um comentário sobre a criação dos seres vivos. Eu pego o exemplo da Borboleta Monarca que migram todos os anos para o México. Abaixo segue uma reportagem para enriquecer o nosso conhecimento.

Bilhões de borboletas monarcas passam o inverno na Serra Chincua no México. 







É melhor ser feliz do que ter razão



Casamento é semelhante a duas barras de ferro que precisam ser soldadas. É preciso derreter e ceder os dois lados para a solda ficar perfeita. Quando um somente cede e o outro permanece rígido a solda não fica perfeita. Qualquer batida o ferro quebra. Qualquer ferrugem a solda é danificada.

Ceder não é fácil. Ainda mais quando estamos certos e julgamos que nosso cônjuge está errado.No nosso casamento ás vezes falta este detalhe. O detalhe de ceder. Quem é capaz de amar é capaz de ceder. Por amor cedemos. Por amor procuramos sempre colocar o nosso cônjuge em primeiro plano. Casamento é um treinamento para vencermos no mundo. Se não conseguimos suportar os defeitos de nosso cônjuge e ceder quando é necessário, no mundo agimos da mesma forma. A parte do casal que cede é aquela que deixa o Espírito Santo ensinar. A parte do casal que é inflexível acumula problemas. É melhor ser feliz do que ter razão. As coisas não vão agradar nem um nem ao outro o tempo todo.

Ceder significa abrir mão. Mesmo querendo fazer do seu jeito você faz do jeito do seu cônjuge. Ceder é o caminho mais curto para evitar uma discussão. Quem não está disposto a ceder faz o seu cônjuge infeliz com freqüência.

Todo casal briga. E quando a discussão chega ao fim, é sempre aquela história: ambos acham que estão certos e esperam que o outro dê o braço a torcer e peça desculpas. Até que isso aconteça, podem se passar horas, dias e até meses. Tudo porque o orgulho fala mais alto nessas horas, e nenhum quer parecer fraco perante o outro. Ninguém gosta de ceder.

Foi assim com a mãe de uma criança que levada à presença do rei escutou a caluniadora afirmar que seu bebê não a pertencia. O rei muito sábio testou quem das duas era capaz de ceder por amor.
-Cortem a criança ao meio e dividam as partes. Sentenciou o rei Salomão. (1 Reis 3:16-27)
Mas quem ama cede. E a verdadeira mãe, mesmo estando certa e com a razão cedeu. Foi então que o rei percebeu quem falava a verdade.
Mas o melhor exemplo foi de nosso mestre Jesus. Jesus cedeu alguma vez? Estando certo e com a razão, sendo o filho de Deus e detendo todo o poder conhecido do universo. Ele cedeu por amor à humanidade. Fez-se homem deixando toda a sua glória, para nos dar aquilo que não merecíamos. Jesus nos aconselhou também que deveríamos estar prontos a ceder.
Quando te ferirem com um tapa no rosto, não revide! Apenas ceda. Cedendo você vai demonstrar o amor de Deus que está em você. Experimente oferecer a outra face. Dê uma nova chance.
E se te roubarem seu casaco. Não revide! Ceda, ofereça-lhe também um cachecol.
E se o teu opositor te forçar andar um quilômetro com ele. Ceda!Chame-o para andar dois quilômetros com você. (Mateus 5:38-44).

Esse é o exemplo do mestre. Esta a motivação que buscamos.
Este texto não é para seu cônjuge. É para você. Não espere seu cônjuge ceder, ceda você primeiro. O primeiro passo para mudarmos é procurar os nossos próprios defeitos e não os do nosso cônjuge.
Os homens em geral precisam ceder um pouco ao universo feminino. Devem ser mais sensíveis, mais pacientes, menos preguiçosos, ouvir e falar um pouco mais, ter mais atitudes e demonstrar melhor o seu amor. As mulheres em geral precisam ser menos sensíveis, falar um pouco menos e ouvir um pouco mais.

Para concluir quero lhe apresentar três personagens de uma estória muito conhecida. Leia Lucas 15:11-32. Um Pai que tinha dois filhos. Uma família estruturada. Após uma decisão errada um dos filhos colhe os frutos amargos de sua decisão. Antes de partir ele julgava estar certo e com razão. A sua decisão era absoluta e não havia o que mudasse seu pensamento. Ele estava disposto a partir levando o que era seu por direito. Viver a sua vida. Procurar a sua felicidade. Mas nem sempre as nossas decisões são absolutas. Nem sempre quando achamos que estamos certo de fatos estamos. E os dias maus vieram. Não demorou muito para este jovem cair em si. E qual foi a melhor decisão que ele tomou? Sim, a decisão foi voltar. A decisão foi ceder. Passar por cima do orgulho e reconhecer o próprio erro.
E você? Quer seguir o exemplo do primeiro filho que errou e se arrependeu? Ou quer seguir o exemplo do segundo filho que jamais partiu, mas vivia infeliz sendo o dono da razão na casa do pai ? O primeiro cedeu já o segundo foi incapaz de ceder. O primeiro olhava para seu erro o segundo olhando o erro do outro. O primeiro viu necessidade de mudar o segundo só via a necessidade de mudança dos outros.
Assim como nesta parábola para viver junto ao Pai é necessário ceder.
Seja você sempre o primeiro a ceder.

18 de outubro de 2012

Lua está se afastando da terra ? Verdade ou Mito ?


Um dos furos científicos que atribuem a idade da terra como bilhões de anos é o distanciamento anual da lua. A cada ano a lua está se distanciando da terra cerca de 3,8 cm. Isso pode até parecer pouco, mas se aplicarmos 3,8 cm em alguns milhares e milhões de anos como a ciência propõe podem fazer toda a diferença. 

Hoje, a Lua está a 384 mil quilômetros da Terra. A essa distância, o satélite exerce grande influência na duração do dia terrestre, com suas 24 horas, além de atuar no sobe-e-desce das marés oceânicas.

Mas a pergunta que o Vento Oriental quer que você faça é a seguinte :  O que o Cristão tem a ver com isso ?

Alguns "ramos" da ciência fazem nossas crianças engolir nas escolas toda a baboseira da evolução e big bang e até datam com uma "dita" precisão de bilhões de anos certos eventos. A bíblia porém sugere o contrário. Que a terra não é tão antiga assim. Uma das provas irrefutáveis é este distanciamento da lua.

A ciência sugere 4,6 bilhões de anos como a idade da terra. Isto entra em choque com o fator de distanciamento da lua. A idade limite da terra, seguindo o distanciamento da lua, ficaria em torno dos 1,2 bilhões de anos. Acima deste número qualquer forma de vida seria impossível. O efeito da gravidade que a lua exerce sobre a terra e sobre os oceanos seria devastador. Os dias teriam 20 horas e os oceanos seriam 8 vezes maiores.

Ontem dia 17 de Outubro de 2012, a Science publicou uma matéria interessante. Esta "teoria" visa apenas corrigir esta contradição científica. A teoria sugere que a lua fazia parte da terra. Hã ????
Isso mesmo que você ouviu ! A lua fazia parte da terra. Eu ainda sou adepto do pensamento que precisa de muito mais fé para crer em certas afirmações da ciência do que para crer na bíblia. 

Não podemos nos omitir quando se trata de combater estas teorias "armadas" que visam desacreditar a Bíblia. 

"Uma nova teoria lançada por cientistas de Harvard sugere que a Lua já foi parte da Terra e se separou depois de uma gigantesca colisão com um outro corpo celeste. Em estudo publicado na "Science", Sarah Stewart e Matija Duke afirmaram que sua teoria pode explicar por que a Terra e a Lua têm sua composição e química semelhantes. A Terra girava numa velocidade muito mais elevada quando a Lua se formou e um dia durava apenas duas ou três horas, explicaram as cientistas. Com a Terra girando tão rápido um impacto pode ter arrancado um pedaço do planeta grande o suficiente para formar o satélite. De acordo com a nova teoria, a Terra foi desacelerando até atingir a sua atual velocidade de giro, por meio de interações gravitacionais entre a órbita da Lua ao seu redor e a sua própria órbita ao redor do Sol. Atualmente a teoria mais aceita para a formação da Lua é que o satélite era parte de um outro corpo celeste que se chocou com a Terra, mas não da própria Terra. Sarah Stewart é professora de ciências planetares e terrestres em Harvard, e Matija Duke é astrônoma e pesquisadora do Instituto Seti, que busca vida extraterrestre. A pesquisa foi feita como parte de seu pós-doutorado." Fonte

Então está aberta a discussão. Lembrando que nosso blog é cristão, criacionista e que traz assuntos relacionados a Bíblia Sagrada. Ainda não vi a Bíblia entrando em contradição com a ciência. Então o post está aberto a comentários.

Reforma é coisa séria, e Halloween não é brincadeira

Este texto foi retirado do [Blog do Ciro] que indicamos e recomendamos. Link original.

Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.

No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recentemente conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.

Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween nos Estados Unidos. Hoje, o Dia das Bruxas
 é muito importante para os lojistas, inclusive no Brasil. Salém, em Massachusetts (Estados Unidos), é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se, na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão. Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo.

Por outro lado, algumas denominações evangélicas, além de realizarem festas similares às juninas (o que já é um absurdo), estão promovendo também, no fim de outubro, uma espécie de Halloween, decorando o ambiente com abóboras, etc. Elas alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar.


Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa.

Lutero, então, afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências (pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade).


Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.


No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.

Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.

Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas. A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade.

Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?

16 de outubro de 2012

Paulo era Casado ?Solteiro?Viúvo ?Membro do Sinédrio ?

É comum ouvir alguns pregadores falando sobre detalhes da vida de Paulo. Alguns dizem que ele era casado. Outros afirmam que era viúvo. Alguns até dizem que era cunhado de Estevão e noivo de Abigail. Alguns afirmam que era do sinédrio e portanto deveria ser casado. Mas quais destes fatos são verdade e quais não apenas suposições. Vamos de forma resumida tentar dar um "norte" a estas questões.


1) Paulo era membro do Sinédrio ? 
Existe um texto bíblico que pode implicar que Paulo era membro do Sinédrio. Essa implicação surge do fato de que Paulo, relembrando suas atitudes contra os cristãos antes de sua conversão, disse que dava seu voto em favor do assassinato de cristãos (At 26:10). (At 22:5). O único local, em Israel onde essa prática era legalmente seguida em Israel era no Sinédrio. Isso, se coerente com a realidade histórica, implicaria que Paulo, nesse momento de sua vida fosse casado, tinha mais de 30 anos e tinha boa reputação diante do povo (todas as prerrogativas para se fazer parte do Sinédrio em Israel naqueles dias), outra alternativa era que Paulo foi feito membro do Sinédrio não necessariamente por preencher essas prerrogativas de forma estrita, mas pela parte que desempenhou no caso de Estêvão, o que lhe concedeu destaque dentre os inimigos de Cristo (essa é a posição de Ellen White em Atos dos apóstolos, pg 102). Em nosso blog existe um informações sobre o Sinédrio em um dos nossos posts.

2)Paulo era noivo de Abigail ? A Bíblia traz alguma informação ?
Não. Paulo não era noivo de Abigail. E a Bíblia não traz nenhuma informação que este fato tenha acontecido. Quem criou este suposto relacionamento foi Chico Xavier dentro da doutrina espírita nos seus escritos psicografados sobre a vida de Paulo. O cristão que repete dados sem pesquisar as fontes corre o risco de perecer por falta de conhecimento.

3) Paulo era casado ? Viúvo ?Solteiro ?O que a Bíblia diz ?
O texto contido em 1 Coríntios 7:8 pode sugerir algum indício que Paulo era viúvo.  Alguns citam 1 Coríntios 9:5 para afirmar que Paulo era casado. Ou até mesmo o 1 Coríntios 7:7a afirmam que Paulo era solteiro por que ele diz : "Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo". E mediante a isto nos confundimos com esta questão. Creio que temos que andar no lado mais lógico da questão.

Não encontramos nenhum texto bíblico claro que afirme o estado civil de Paulo. A grande maioria dos estudiosos aceita o fato que ele tinha sido casado ou era viúvo. Isso por causa do seu envolvimento no sinédrio e também pelo grande conhecimento no aconselhamento na área do casamento que paulo teceu em suas cartas. Baseando-se em alguns fatos históricos encontramos alguns historiadores como Clemente de Alexandria (155-215 d.c) afirmando que Paulo era casado. O fato de Paulo ser fariseu também o leva para o casamento. Os fariseus mantinham suas tradições ancestrais e o casamento era norma para ps fariseus. Então o mais lógico, porém sem argumentos claros, é caminhar pelo pensamento que PAULO PASSOU PELO CASAMENTO SIM!

O que podemos afirmar com certeza é que durante o seu chamado, após a conversão, Paulo não teve relacionamentos com mulheres. Isso foi por opção própria. Paulo não condenava o casamento e muito contribuiu com aconselhamentos nesta área.

Esperamos que nosso breve texto tenha auxiliado em algo na sua pesquisa.
Fique a vontade para comentar.



O que era o Sinédrio ?


O sinédrio ou Sanhedrin era o conselho de juízes - uma espécie de corte suprema - que operava em Israel por volta da época de Jesus. Durante o período em que o sinédrio existia, outras nações reinavam sobre Israel. 

Esse corpo de líderes consistia de 71 membros e fazia seus negócios em Jerusalém. O nome sinédrio vem das palavras grega sin (junto) e edrio (sentar). Esse termo é usado vinte e duas vezes no Novo Testamento.  

No Novo Testamento, o sinédrio aparece de uma maneira negativa. O evangelho nos diz que foi esse o grupo que colocou Jesus em julgamento. No livro de Atos vemos o sinédrio investigando e perseguindo a crescente igreja cristã.

O Sinédrio era comandado por um presidente que era conhecido como "o sumo sacerdote". Normalmente os saduceus eram os sumo sacerdotes, que eram os homens mais poderosos do Sinédrio. Um sumo sacerdote era o capitão do templo e o outro supervisionava os procedimentos e comandava o guarda do templo (Atos 5:24-26). Os outros serviam de tesoureiros, controlando os salários dos sacerdotes e trabalhadores e monitorando a vasta quantia de dinheiro que vinha através do templo.

A Segunda categoria principal dos membros do sinédrio eram os anciãos. Esses homens representavam a aristocracia sacerdotal e financeira na Judéia. Leigos distintos como com José Arimtéia (Marcos 15:43), dividiam a visão conservadora dos saduceus e davam a assembléia à diversidade de um parlamento moderno.

Os membros mais recentes do sinédrio eram os escribas. A maioria deles eram fariseus. Eles eram advogados profissionais treinados em teologia, direito e filosofia. Eles eram organizados em grêmios e normalmente seguiam rabinos ou professores célebres. Gamaliel, um escriba famoso do sinédrio, que aparece no Novo Testamento (Atos 5:34), foi o erudito que instruiu o apóstolo Paulo (Atos 22:3). O Grande Sinédrio incluía um chefe ou príncipe (Nasi), um sumo-sacerdote (Cohen Gadol), um Av Beit Din (o segundo membro em importância) e outros 69 integrantes que se sentavam em semi-círculo. Antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o Grande Sinédrio reunia-se no Templo durante o dia, exceto antes dos festivais e do Sábado. O Sanhedrin foi dissolvido em 358 d.e.C. , e desde então diversas tentativas de restabelecimento foram tentadas. Em Outubro de 2004, um grupo de rabinos representantes de diversas comunidades de Israel reestabeleceram o Sanhedrin.

O Talmud identifica duas classes de cortes de rabinos chamadas Sinédrio, o Grande Sinédrio e o Sinédrio Menor. Cada cidade poderia ter seu próprio Sinédrio Menor de 23 juízes, mas poderia haver somente um Grande Sinédrio de 71 juízes, que também funcionava como Suprema Corte, julgando apelações dos casos dos Sinédrios Menores. No uso corrente, o termo "Sinédrio" costuma referir-se ao Grande Sinédrio.

Nós sabemos mais sobre alguns aspectos do Sinédrio nos dias de Jesus do que sabemos sobre ele antes ou depois. Uma coisa que sabemos é a extensão de sua influência. Oficialmente, o Sinédrio tinha só tinha jurisdição na Judéia. Mas na prática ele tinha influência na província da Galiléia e até mesmo em Damasco (Atos 22:5). O trabalho do conselho era basicamente julgar assuntos da lei judaica quando surgiam discórdias. Em todos os casos, sua decisão era final. Eles julgavam acusações de blasfêmia como nos casos de Jesus (Mateus 26:65) e Estevão (Atos 6:12-14) e também participavam na justiça criminal. Ainda não sabemos se o sinédrio tinha o poder de punição capital. O filósofo judeu Filo, indica que no período romano o sinédrio podia julgar violações ao templo. Isso explica as mortes de Estevão (Atos 7:58-60) e Thiago. Gentios que eram pegos ultrapassando o recinto do templo eram avisados sobre uma pena de morte automática. Porém, o Novo Testamento e o Talmude discordam de Filo nesse ponto de vista. No julgamento de Jesus, as autoridades estavam convencidas em envolver o governador romano Pilatos, que por si só poderia mandar matar Jesus (João 18:31). De acordo com o Talmude, o sinédrio perdeu o privilegio de executar punição capital "quarenta anos antes da destruição do templo" ou por volta da época da morte de Jesus.

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