22 de agosto de 2012

Números do censo religioso


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou no mês de junho o Censo Religioso referente ao levantamento feito em todos os municípios brasileiros no Censo 2010. A pesquisa confirmou a tendência já apontada em outras pesquisas de uma crescente dos evangélicos, cerca de 22,2% dos brasileiros. Para termos uma ideia do crescimento dos evangélicos, na década de 1940 éramos 2,6% da população brasileira, em 1950 subimos para 3,4%, em 1960 5,2%, em 1970 6,6%, em 1980 9%, em 1991 e 2000 éramos 15,4% da população brasileira. Hoje segundo a pesquisa na atualidade, 42.275.440 milhões dos brasileiros se declararam evangélicos. Destes, mais de 25 milhões são de origem pentecostal, cerca de 13,2% no qual a Igreja Evangélica Assembléia de Deus possui 60% do grupo, que conta com 12.314.410 milhões de fiéis, ou seja, 6,4% da população brasileira. 

Quanto à distribuição geográfica 71,7% dos moradores de áreas urbanas responderam ser católicos, enquanto 16,4 % são evangélicos. Já os que moram no campo, 83,1% são católicos enquanto 10,7% são evangélicos. Em Santa Catarina a população de evangélicos é de 1.252.495, ou seja, 20% dos catarinenses, e destes 685.769 mil são pentecostais, 10,9% nos quais 359.740 são assembleianos, um universo de 5,7% dos moradores do território catarinense. 

Outro dado da pesquisa demonstra que os pentecostais avançam em segmentos mais vulneráveis da população, 64% estão residem nas periferias urbanas e são de famílias que ganham até um salário mínimo, 28% recebem entre um e três salários, 42% têm ensino fundamental incompleto, e como nas pesquisas anteriores os pentecostais são na sua maioria mulheres cerca de 55,5%. 

O que chama a atenção é o aumento do número dos brasileiros que se declaram sem religião. Segundo o censo, de 7,28% em 2000 para 8% em 2010, cerca de 15 milhões de pessoas, um acréscimo não só maior de que o operado no meio dos evangélicos. Para estes a religião está deixando de ser significativa, sobretudo na população mais de jovens entre 15 e 19 anos.

9 de agosto de 2012

Seleção Natural é uma anti-teoria


Robert B. Laughlin, Ph.D., prêmio Nobel em Física, em seu livro "A Different Universe: Reinventing Physics from the Bottom Down", escreve:

"Mais importante de tudo, todavia, a presença de tais corolários suscita a preocupação de que muito do conhecimento biológico atual é ideológico. Um sintoma chave de pensamento ideológico é a explicação de que não tem implicações e não pode ser testado. Eu chamo a esses becos lógicos sem saídas de anti-teorias porque eles têm exatamente o efeito oposto de teorias verdadeiras: eles impedem o pensamento em vez de estimulá-lo. A evolução por seleção natural, por exemplo, que Charles Darwin concebeu originalmente como uma grande teoria, tem funcionado ultimamente como uma anti-teoria, invocada para encobrir falhas experimentais embaraçosas e legitimar descobertas que são, na melhor das hipóteses questionáveis e, na pior, nem mesmo erradas."

Link Original : http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=193