26 de julho de 2012

Inferno Gospel


Pense num beco estreito e sombrio, com calçamento de paralelepípedo, cercado de galpões. Imagine-se entrando por uma das portas, de madrugada. Você avista jovens de jeans rasgado e camiseta preta, cabelo eriçado, bracelete, tatuagem e piercing. Com latinhas de energético à mão, eles dançam sorridentes e saltitantes. Casaizinhos em cantos escuros trocam carícias e beijos...

A descrição acima é de um encontro evangélico (evangélico?) que está se tornando cada vez mais comum, e com o apoio das lideranças, nesses tempos pós-modernos. Estou falando da “balada gospel”, diferente da balada original, mundana, visto que foi “gospelizada” pelos seus frequentadores, pertencentes à “geração gospel”.

Muitos cristãos (cristãos?) do nosso tempo têm usado o adjetivo “gospel” para “santificar” atitudes, posturas, comportamentos, condutas e eventos que outrora estavam relacionados a pessoas que não conhecem o Evangelho. Parte-se da premissa de que o crente tem liberdade para fazer o que quiser e se divertir do jeito que bem entender — mesmo que imite o mundo —, e ninguém tem nada a ver com isso.

“Não me diga que você é um daqueles protestantes retrógrados que ainda pensa que participar de festa junina é impróprio para o cristão. Deixa de ser legalista, meu chapa! Acorda, rapá!”, diria um famoso telepregador gospel. Isso mesmo: já existe o “arraiá gospel”, também conhecido como “festa jesuína”, inclusive em algumas pretensas Assembleias de Deus. O mesmo se aplica a baile e desfile de carnaval, música erotizante (que simula o ato sexual), esporte (esporte?) violento e sanguinário — cuja “bola” a ser chutada ou golpeada com a mão é a própria cabeça do “esportista” —, Halloween (conhecido como “Elohim”), “pegação”, etc.

Como se depreende da leitura deste artigo, “gospelizar” é, pretensamente, “tornar evangélico”. Uma vez “gospelizado”, o que outrora era considerado pecaminoso pode ser praticado livremente, sem peso de consciência. 
O lema dos crentes da “geração gospel” é: “Vamos curtir a vida. Afinal, Jesus não é careta”.

Os líderes e membros das igrejas “gospelizadas” se conformaram com o mundo. Seus cantores se inspiram em astros mundanos, como declarou, há algum tempo, o integrante de uma famosa banda gospel: “A gente ouve Bob Marley, mas só para se informar”. A tônica das mensagens “evangelísticas” pregadas nessas igrejas é: “Venha como está e fique como quiser”.


Empreguei o termo “gospelização” pela primeira vez em abril de 1994, em um texto que escrevi para o jornal Mensageiro da Paz. À época, escrevi: “Os que quiserem podem até pular carnaval, pois já existem blocos de ‘samba evangélico’. Para os apreciadores de bebidas fortes já existe a ‘cerveja gospel’, sem álcool, é claro. E não ficaremos surpresos se lançarem o ‘cigarro gospel’, sem nicotina”. Naquela época, esse texto soou como profético para os conservadores, e ácido demais para os liberais, em razão de o processo de “gospelização” ainda estar em seu início.

Não tenho conhecimento de que o “cigarro gospel” tenha sido inventado. Em compensação, hoje temos o 
“carnaval gospel” , o  “arraiá gospel” , o  “dia das bruxas gospel” , as  “lutas de gladiadores gospel” , o  “barzinho gospel” , a  “balada gospel” , “funk pancadão gospel” ... Como diz um “meme” do Facebook (imagem acima), “Só está faltando o inferno gospel”.

Texto original foi retirado do Blog do Ciro. Acessem e prestigiem o seu blog.
Link : http://cirozibordi.blogspot.com.br/2012/07/a-gospelizacao-esta-em-alta.html
 

10 de julho de 2012

O que é Joio ?



O que seria o Joio que a Bíblia cita em Mateus 13:24-30 ?

Lolium temulentum, tipicamente conhecida como joio (ou cizânia), é uma planta anual pertencente à família Poaceae e ao gênero Lolium. De talo rígido, pode crescer até 1 metro de altura, com inflorescências na espiga e grão de cor violeta.

Usualmente cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e se considera uma erva daninha desse cultivo. A semelhança entre essas duas plantas é tão grande, que em algumas regiões costuma-se denominar o joio como "falso trigo". 

 Pode ser venenosa e uma pequena quantidade de joio colhida e processada junto ao trigo pode comprometer a qualidade do produto obtido.

7 de julho de 2012

Mosaico sobre a vida de Sansão é Encontrado



Para aqueles que dizem que a bíblia é um livro de fábulas, a decepção é notória a cada descoberta da ciência. A cada dia a bíblia é mais valorizada.A cada dia a bíblia é mais atual.

Autoridades de antiguidades de Israel anunciaram que uma escavação arqueológica descobriu, em uma sinagoga na Galileia, um desenho em mosaico descrevendo a história bíblica de Sansão, junto com uma escrita em hebreu. O mosaico tem aproximadamente 1.600 anos.

Segundo o The Jerusalem Times, a escavação foi liderada por Jodi Magness, professor da Universidade da Carolina do Norte, em parceria com outras empresas de pesquisa.

A estrutura da sinagoga e os desenhos encontrados aparentam ser, de acordo com o Times, restos de uma antiga sinagoga mencionada em várias histórias medievais como um dos lugares em que os rabinos do Talmud se encontravam para discutir e promover o livro sagrado dos judeus.

Um livro escrito pelo rabino Ashton Ishtori, no século 14, descreve uma sinagoga na mesma área em que a descoberta foi feita.

De acordo com os pesquisadores envolvidos no projeto, o “ponto alto das descobertas foi um mosaico colorido de altíssima qualidade”.

Como descrito nas escritas de Sansão, o mosaico mostra um par de raposas com uma chama conectando seus rabos. O mosaico também tem inscrições em hebreu e um grande medalhão decorado com outros menores e desenhos de cabeças de mulheres.

A inscrição, que está parcialmente deteriorada, “parece louvar aqueles que se dedicam a atos de bondade e boas ações”. Segundo a inscrição, as pessoas do bem “estarão em paz”.