15 de abril de 2010

Jetro, Reuel ou Hobabe ? Quem foi o Sogro de Moisés ?

Lendo a Bíblia cheguei a uma dúvida interessante. No livro de Êxodo, dois são os nomes do sogro de Moisés, e um terceiro nome gera confusão entre o meio cristão, então para "cavarmos" nesse assunto, vamos citar os versículos primeiro.

DADOS BÍBLICOS
Ex 3:1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.

Ex 2:18 - E voltando elas a Reuel seu pai, ele disse: Por que hoje tornastes tão depressa?

Jz 4:11 - E Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes

Temos três nomes, e isso pode gerar uma confusão.
Trazendo citações bíblicas e históricas entendemos que Jetro e Reuel eram a mesma pessoa. E que Hababe era o filho de Jetro.

Jetro - sogro de Moisés - Êxodo capítulos 3:1, 4:18, 18:1 e 18:5; - também chamado Reuel no livro de Êxodo, capítulo 2:18-21.

E em Números 10:29 lemos que Hobabe é filho de Reul(Jetro).
"Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o SENHOR disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o SENHOR falou bem sobre Israel."
Hobab em hebraico é Midianita, esse radical indica o lugar onde eles habitavam que era midiã. Os filhos de Jetro são "Midianitas" ou "Hobabitas", ou descendentes de Hobabe.

DADOS HISTÓRICOS
Alguns dados históricos que posso levantar sobre o sogro de Moisés é que ele era uma espécie de profeta, também descendente de Abraão.
Entre os muçulmanos Jetro tem grande importância.Os muçulmanos acreditam que ele foi designado por Deus para ser um profeta para as pessoas que viveram no leste do monte Sinai, o povo de Madian e Ayka. A população destas terras eram especialmente conhecidas por enganarem e serem desonestas. Jetro admoestá-los contra tais ações, mas eles não escutavam. Posteriormente, ambas as terras foram destruídas pela ira de Deus.

A tumba de Jetro, pode ser visita na baixa galiléia.


Para quem quer visitar pelo Google Earth, segue endereço.

4 de abril de 2010

Foi o túmulo que ficou vazio, não a cruz!


Se o túmulo de Cristo ficou vazio, então, Deus aceitou Sua oferta pelo pecado, e estamos livres.

Mas se a Cruz estiver vazia, nosso velho homem escapou ileso, e portanto, ainda vivemos sob a égide do pecado.

A Cruz é eterna! E a prova disso é que as Escrituras nos informam que o Cordeiro foi morto desde antes da fundação do mundo.

Há uma cruz histórica ocorrida na plenitude dos tempos, e que nada mais é do que a manifestação de uma cruz meta-histórica, ocorrida fora do tempo e do espaço.


O que acontece na eternidade não tem começo nem fim. Nesse sentido, a cruz é coexistente com Deus. Desde que há Deus, também há Cruz.


Por isso, quando o céu se descortina diante dos olhos de João, o trono que se vê é ocupado por um cordeiro "como que houvesse sido morto".


Ele ressuscitou! Porém, Seu sacrifício não durou apenas seis horas.


As mãos que criaram o Universo foram mãos crucificadas. Aos olhos de Deus, tanto o trono, quanto a Cruz, estarão sempre ocupados por Jesus.


Enquanto esteve na cruz histórica, o trono não ficou vago. E enquanto ocupa Seu trono de glória, a Cruz não está vazia. Nisso reside nossa salvação.

Se Jesus houvesse descido dessa Cruz meta-histórica, não haveria razão para que Paulo declarasse: "Estou crucificado com Cristo". Ele não disse que havia sido crucificado, no passado. Ele disse que estava, naquele momento, crucificado com Cristo. Portanto, Cristo continuava na Cruz, e Paulo com Ele. Se Ele desce da Cruz, nosso velho homem escapa.


O sepulcro, porém, está vazio. O sepultamento de Jesus é um fato histórico, porém, não meta-histórico. Sua ressurreição também é histórica. Mas Sua Cruz vem antes de todos os antes, e será sempre viva depois de todos os depois. Por isso, no dizer de Paulo, o Cristo que pregamos é o CRUCIFICADO. Engana-se quem imagina que a Cruz foi a vergonha que só foi sublimada pela glória da Ressurreição. Não! Jamais houve manifestação maior da glória de Deus do que a revelada no Gólgota. Foi aquela glória que Ele desejou, ao pedir que o Pai lhe restituísse a glória que recebera antes que houvesse mundo.


As mãos que mantém as órbitas planetárias ainda exibem as cicatrizes. Sob a coroa de glória que há em sua cabeça ainda se vê as marcas deixadas pelos espinhos. O resplendor dos Seus pés é incapaz de disfarçar as feridas feitas pelos cravos. Embora tenham sido feitas num determinado tempo, tais feridas adentraram a eternidade e por isso, tornaram-se co-eternas em Deus. Se fôssemos capazes de retroceder no tempo, e reencontrássemos o Criador caminhando com Adão pelo Jardim, certamente veríamos as marcas. Ele as exibe como troféus, prova do Seu grande e incompreendido amor por Sua criação.