23 de setembro de 2009

Oque Deus viu em mim ?



Graça, por definição, é favor imerecido. Algo que recebemos sem o merecermos. Não apenas a salvação de nossa alma é pela graça, como também tudo o que nos é concedido pelo Pai. Dons espirituais, aptidões naturais, oportunidades, relacionamentos, bens materiais, saúde, idéias, sonhos, são todos expressões da multiforme graça de Deus.

Tiago afirma categoricamente: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg.1:17). Eu não tenho que tentar convencê-lO a me abençoar, ou mesmo tentar arrancar d'Ele algo à força. Não tenho que brigar ou argumentar com Deus. Ele está 100% propenso a nos acolher e atender aos anseios mais profundos de nossa alma. Na verdade, antes mesmo de pedirmos, Ele já nos abençoou com toda a sorte de bênçãos nos lugares celestiais (Ef.1:3).

Para que haja consciência da graça, temos que antes ter consciência de nosso demérito. A pergunta que deve insistir em nossa mente é: "o que foi que Deus viu em mim?". Chegamos mesmo a pensar: "Deve ter havido um engano! Isso não deve ser pra mim! Deus se confundiu!" Não que duvidemos da eficiência do serviço de entrega dos céus. Duvidamos, sim, é de que haja em nós algum coisa que nos faça merecedores de Sua benévola atenção.

Quando alcançamos tal consciência, somos invadidos pelo sentimento da gratidão.

A gratidão é o primeiro efeito produzido pela Graça em nossa vida.

Se existisse acaso, não haveria gratidão. Mas se o que chegou às minhas mãos veio da fonte da Graça, servindo ao Seu propósito eterno, logo, só me resta reconhecer e agradecer.

A ingratidão revela quem jamais teve um genuíno encontro com o Deus de toda Graça. Não há como ficar indiferente. A gratidão passa a ser a maior força propulsora da nossa vida. Nossas boas obras deixam de ser moeda de troca, ou tentativa de tornar-nos merecedores, e passam a ser expressões de nossa gratidão a Deus.

Como a Graça nos leva a refletir sobre nossas ações? Ora, um Deus que me acolhe graciosamente, independente dos meus méritos... o que Ele merece de mim? Assim, todas as nossas atitudes passam a ser recebidas por Deus como "ações de graça".

Passamos a enxergar a vida de um prisma totalmente diferente daquele que ainda não se conscientizou da graça.

E com isso, a vida recupera seu sabor original. Experimente assistir a um pôr-do-sol com o coração repleto de gratidão a Deus. Você terá a sensação de as cores do dégradé celestial parecerão mais vivas. Até um prato de arroz com ovo parecerá delicioso.

Abra um pouco mais o leque. Experimente ouvir uma bela canção, seja cristã ou secular, com seu coração enternecido de gratidão. Dificilmente você não se emocionará.

Pare de reclamar da vida, da sorte, dos filhos, do cônjuge, do emprego. Troque os óculos ultrapassados da ingratidão pelas lentes de contacto da gratidão.

Você vai aprender o que significa a instrução apostólica “em tudo dai graças” (1 Ts.5:18). Em qualquer situação, ainda que adversa, dê graças!

Acolha a existência com todas as suas demandas e implicações como uma EUCARISTIA. Esta palavra grega usada em alusão à Ceia do Senhor significa “ação de graça”. Paulo afirma que“tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça”(1 Tm.4:4).

Então, abra a janela de seu quarto, respire fundo, e solte um “obrigado, Senhor!”.

Aprenda a ser grato àqueles que foram os instrumentos da graça de Deus em sua vida. Seja com provisão material, ou com instrução, ou simplesmente com amizade. Agradeça a Deus até pelas pessoas que te são ingratas. Quem sabe um dia Deus lhes removerá as vendas dos olhos, para que caiam em si e vejam o mal que causa a ingratidão.

O ingrato é como o sujeito que tem mau hálito. Ele mesmo não percebe. Mas todos ao seu redor, principalmente os mais chegados, sabem que algo não vai bem em seu organismo. Não basta usar mentol, ou uma pastilha de hortelã; tem que cuidar da úlcera que está corroendo seu estômago. Assim também, não basta usar palavras bonitas, convincentes, tem que tratar com a ingratidão crônica que existe no profundo de sua alma.

Fonte : Hermes Fernandes - Genizah

22 de setembro de 2009

O Valor da Profecia


Desconhecimento Profético

Até algum tempo atrás, a melhor descrição da minha postura a respeito de profecias seria a de uma atitude mista. Eu tinha interesse por aquelas profecias diretas e fáceis de entender, mas muitas outras, para minha mente desinformada, pareciam algo beirando o enigmático. Também havia o meu preconceito contra os ensinamentos de alguns “ministérios proféticos” que partem de uma plataforma bíblica mas quase sempre descambam em especulação.

Por um lado, eu estava ciente de que aproximadamente 30% da Bíblia são profecias preditivas, e que elas certamente foram incluídas nas Escrituras por razões válidas. Portanto, empenhei-me em descobrir quais eram essas razões.

O Significado da Profecia

Então, o que aprendi? Vamos começar com as coisas fundamentais. A Profecia tem dois significados bíblicos. O termo se refere, em uma definição mais abrangente, a tudo que Deus tem a dizer para Suas criaturas racionais. A Bíblia, portanto, como revelação específica de Deus à humanidade, é um livro completamente profético (2 Pe 1.19-21). Trata-se da proclamação de Deus acerca das coisas que não poderíamos saber de outra maneira. A Profecia também inclui a predição de Deus, ou seja, as revelações que nos permitem saber o que vai acontecer. A habilidade de prever o futuro, como dissemos, diz respeito a quase um terço das Escrituras, e é declarada por Deus como sendo a maior prova de que somente Ele é Deus: “...Eu sou Deus e não há outro; Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim, que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.9-10).


Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo, glorificando-se a Si mesmo neles e através deles (Is 46.13). Em Isaías 43.10 Deus lhes diz: “Vós sois as minhas testemunhas... o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Em outras palavras, Deus usará aos judeus e à sua terra como “testemunhas”, tanto para eles mesmos quanto para o mundo. Isso se dá não somente quanto à Sua existência, como também mostrando que Ele está ativamente envolvido em desenvolver a história de Israel e a cumprir Seu propósito para toda a humanidade. A Profecia declara o plano de Deus de antemão. E o propósito é que nós todos possamos “conhecê-lO”, crer nEle e “entender” que somente Ele é Deus. A Profecia é a prova convincente não apenas da existência de Deus, mas também de que a Bíblia é exatamente o que diz ser – a Palavra de Deus.

Profecia, Promessa e Obediência

Aqui está um exemplo do testemunho profético de Deus através de Israel: Ele declarou a Abraão (Gn 12.1; 15.18), a Isaque (Gn 26.3), e posteriormente a Jacó (Gn 28.13) que lhes daria a terra “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gn 15.18), e que essa Terra Prometida seria deles e dos seus descendentes para sempre (Js 14.9). É um fato histórico, como registra o livro de Josué, que os israelitas possuíram a terra que Deus lhes prometera. A promessa de Deus era irrevogável, contudo, eles foram avisados por Deus de que, se não Lhe obedecessem, Ele os tiraria da terra por algum tempo: os israelitas desobedientes seriam “desarraigados da terra à qual passais para possuí-la” (Dt 28.63). O povo foi desobediente e Deus fez o que dissera – resultando no cativeiro do Reino do Norte (Israel) na Assíria e no cativeiro do Reino do Sul (Judá) na Babilônia.

Jeremias profetizou que os cativos retornariam da Babilônia para Jerusalém “quando se cumprirem os setenta anos” (Jr 25.12). Mesmo assim, uma dispersão dos judeus ainda mais devastadora foi anunciada: “O Senhor vos espalhará entre todos os povos, de uma à outra extremidade da terra...” (Dt 28.64). Esta, a última e maior Diáspora (Dispersão), ocorreu quando os exércitos romanos sob o comando de Tito arrasaram Jerusalém no ano 70 d.C. Os judeus foram realmente dispersos por todo o mundo, como a Bíblia predisse, e a Palavra de Deus também nos fornece detalhes de como eles seriam tratados: “...fá-los-ei um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de opróbrio entre todas as nações para onde os tiver arrojado” (Jr 29.18). Hoje isso é conhecido como anti-semitismo, no entanto, foi profetizado por Moisés (Dt 28.37) há 3.500 anos atrás!

O Cumprimento das Profecias

Poderia parecer que essa dispersão, juntamente com as perseguições e as tentativas de aniquilação da raça judaica que a acompanharam, teria colocado Deus numa situação insustentável. Afinal de contas, Ele prometeu incondicionalmente a Abraão que a Terra Prometida “...que vês, Eu ta darei a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.15). O Senhor declarou também que apesar de Israel não ficar sem punição, Ele não daria cabo dele completamente, mas ...“te livrarei das terras de longe e à tua descendência das terras do exílio; Jacó [Israel] voltará...” (Jr 30.10-11).

O fato de que uma minoria perseguida e dispersa possa ter vivido por dois mil anos entre outras raças sem ter sido absorvida por elas (especialmente quando, se o aceitasse, teria evitado uma perseguição sem fim) e permanecido um grupo étnico identificável, é inconcebível – certamente isso não foi por acaso e é algo sem precedente na história do mundo. Adicione-se a isso o fato assombroso de que eles seriam posteriormente ajuntados do mundo todo e trazidos de volta para a terra que Deus lhes havia prometido há mais de três mil anos atrás. Contudo, como o mundo sabe, isso aconteceu “oficialmente” em 1948, quando Israel foi reconhecido como nação independente.

O Retorno de Israel à Terra Prometida

Desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!

Com relação a essa restauração profetizada, a Bíblia fornece numerosos detalhes do que aconteceria quando os judeus retornassem à sua terra. Por exemplo, o livro de Isaías afirma: “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6). Oséias acrescenta que os israelitas retornarão: “...voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano” (Os 14.7). No final do século XIX, o escritor norte-americano Mark Twain, visitando a Terra Santa, notou que ela estava quase que totalmente deserta. No entanto, desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!

O Senhor dos Exércitos Guerreia por Israel

Os profetas hebreus também previram que Israel teria uma capacidade militar impressionante: “Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor... Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles” (Zc 12.6,8). Até uma análise superficial das três guerras nas quais Israel lutou para se defender da ameaça de destruição por parte dos países árabes, mostrará evidências esmagadoras de que elas são o cumprimento das palavras dadas por Deus a Zacarias. Na guerra de 1948-49, que se seguiu à Independência, Israel foi vitorioso apesar de ter um contingente de soldados e armas desesperadamente menor. A assombrosa vitória de Israel, portanto, foi nada menos do que um milagre. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi ganha tão rápida e decisivamente por Israel, contra todas as probabilidades, que a revista “Newsweek” publicou a respeito um artigo intitulado “Espada Veloz e Terrível”. A Guerra do Yom Kippur encontrou Israel novamente com um número muito inferior de soldados, e, dessa vez, pelo fato do ataque ter ocorrido num feriado religioso, o povo foi pego de surpresa. No entanto, apesar de terem sofrido muitas baixas, esses beneficiários das promessas de Deus puseram as forças árabes para correr.

Uma Pedra Pesada Para Todos os Povos

Um último item profético com respeito a Israel e Jerusalém (entre muitos que poderiam ser mencionados) tem relação com sua posição no mundo de hoje. Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3). Essa profecia foi particularmente assombrosa porque, no tempo em que foi feita, a situação de Jerusalém era tal que, na melhor das hipóteses, a faria parecer ridícula. Uma parte dos israelitas tinha recentemente retornado do cativeiro na Babilônia, para uma Jerusalém que tinha estado em desolação por 70 anos. Seus muros estavam destruídos, seus campos não tinham sido lavrados, e o povo remanescente enfrentava problemas até na reconstrução do Templo, porque não conseguia se livrar do assédio contínuo dos samaritanos da região. Contudo, aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.
Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3), e aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.

A Profecia e a Salvação

Deus é o Deus da Profecia. Ele é também o Deus da nossa salvação; e a Profecia sublinha e aponta para a salvação. Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17). Quando o apóstolo Paulo fez as suas viagens missionárias, seu método em cada cidade que visitava era inicialmente entrar na sinagoga judaica e pregar que Jesus era o Messias que Deus havia prometido. Na sinagoga da cidade grega de Beréia, os judeus foram elogiados não somente por ouvirem o que o apóstolo tinha a dizer, mas mais especificamente porque examinavam “...as Escrituras todos os dias [para discernir] se as coisas [que ele dizia concernentes ao Messias] eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Apesar de não termos os detalhes do que ele pregava, sabemos que há centenas de profecias messiânicas às quais ele poderia ter-se referido.

As Profecias Concernentes ao Messias

Sem dúvida, Paulo enumerou para eles os critérios proféticos necessários para que aspirantes à messianidade se qualificassem como o Cristo de Deus, o Salvador de toda a humanidade: Ele deve ter nascido em Belém (Mq 5.2); ser da tribo de Judá (Gn 49.10); ser da linhagem do rei Davi (Is 11.1); ter nascido de uma virgem (Is 7.14); realizar milagres (Is 35.4-6); morrer pelos pecados do mundo (Is 53.5,6,10); permanecer três dias e três noites na sepultura (Jo 1.17); ressuscitar dentre os mortos (Sl 6.10).
Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).

Somente Jesus Preenche Todos Esses Requisitos

Para os bereanos do primeiro século, desejosos de mais informações sobre a morte sacrificial do Messias, Paulo poderia ter fornecido tantos detalhes descritivos tirados das profecias do Antigo Testamento (escritas de 1500 a 400 anos antes do acontecido), que eles teriam se sentido como se fossem testemunhas oculares dos fatos. Considere o seguinte: Daniel nos dá a data exata em que o Messias entraria em Jerusalém para ser proclamado Rei de Israel (Dn 9.25). Zacarias nos conta que Ele viria montado num jumento (Zc 9.9) e que seria traído por trinta moedas de prata (Zc 11.12); o traidor seria um amigo (Sl 41.9). Isaías prediz que Ele ficaria silencioso perante Seus acusadores e seria afligido e cuspido por eles (Is 53.7; 50.6). Moisés indicou que Ele seria crucificado (Dt 21.22-23). O salmista nos fala que a multidão presente à Sua crucificação iria escarnecer e zombar dEle, sacudindo suas cabeças à Sua vista (Sl 22:7-8; 109.25); que Seus amigos olhariam de longe (Sl 38.11); que soldados lançariam a sorte pelas roupas dEle (Sl 22.16-18); que para matar Sua sede Lhe ofereceriam vinagre (Sl 69.21); Suas mãos e pés seriam traspassados (Sl 22.16); nenhum de Seus ossos seria quebrado (Sl 34.20); as palavras exatas que Ele diria ao Pai são registradas (Sl 22.1; 31.5). Zacarias escreve que o Seu lado seria furado (Zc 12.10). Isaías declara que Ele morreria entre ladrões (Is 53.9,12) e que seria sepultado na sepultura de um homem rico (Is 53.9). Além disso, Isaías nos dá as razões pelas quais o Filho de Deus foi para a cruz: Ele foi “...ferido pelas nossas iniqüidades”; “...o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós”; “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado...” (Is 53.5,6,10). Repetindo: só Jesus tem as credenciais para ser o nosso Salvador.

O que dizer, então, de todas as profecias ainda a serem cumpridas? Como aquilo que estava predito com relação à primeira vinda de Jesus foi perfeitamente cumprido, podemos estar absolutamente confiantes de que Deus também fará acontecer tudo o que predisse para o futuro.

A Importância das Profecias Bíblicas

Portanto, que utilidade há na Profecia? Emprestando uma frase da Epístola aos Romanos: “Muita, sob todos os aspectos” (Rm 3.2). O Senhor declara: “Quem há, como eu, feito predições... Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas...” (Is 44-7-8). A Profecia Bíblica nos assegura que Deus existe e que somente Ele sabe as “coisas que estão por vir”, e que nós, que cremos nEle, não temos razão para andar temerosos. Mais do que isso, nós devemos ser as “testemunhas” de Deus, usando a profecia bíblica como testemunho da verdade revelada nas Escrituras e prova de que exclusivamente a fé em Jesus, Seu Filho Unigênito, é a esperança da humanidade para a salvação. Vamos, portanto, compartilhar as Boas Novas com entusiasmo: “...o Evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas, com respeito a Seu Filho” (Rm 1.1-3)!

Fonte : www.chamada.com.br

9 de setembro de 2009

As falsas profecias de Morris Cerullo

NOTA VENTO ORIENTAL : Estava vendo alguns videos no youtube com minha noiva e este vídeo sobre "Morris Cerullo" caiu em minhas mãos. Admiro muito o Pastor Silas, mas não posso concordar com esta "teologia da prosperidade" que hoje é anunciada.
Vejam vocês mesmos :



Abaixo um texto do pastor Ciro, aproveitem :
Morris Cerullo teria se convertido aos 8 anos, quando — por incrível que pareça — estava pronto para se suicidar. Segundo ele, o próprio Deus, sem intermediários, entrou em ação, impedindo-o de pular da janela de seu quarto. A partir de então, milagres e mais milagres passaram a ocorrer através das suas mãos. Ele conta que, por causa de sua miraculosa chamada, mais tarde desistiria de se tornar o governador de seu Estado, New Jersey, nos Estados Unidos.

Depois de sua impressionante conversão, Cerullo também teria estudado com rabinos, numa cidade de New Jersey, até os 14 anos. Ele conta que foi tirado de um orfanato judeu por dois anjos, que o levaram para um refúgio secreto. Antes de completar 15 anos, relata que foi transportado ao Céu, onde se encontrou com Deus, face a face. Ali, o seu ministério lhe foi — conta ele — claramente detalhado pelo próprio Criador.

Ao voltar do Céu, ele descreveu Deus como um homem de 1,83m de altura e o dobro da largura normal de um corpo humano. Além disso, afirmou que o Senhor mostrou-lhe o Inferno e lhe disse palavras nunca ditas (supostamente) a alguém: “Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti... E as nações caminharão à tua luz”. Bem, para quem não sabe, essas palavras “exclusivas” estão registradas em Isaías 60.1-3.

Foi da maneira descrita acima que Morris Cerullo se tornou o porta-voz de Deus na Terra, um homem capaz de revelar as coisas que ainda não aconteceram. Mas, segundo ele, quando o Senhor Jesus desceu à Terra, não veio como Deus — esse pensamento é errôneo (cf. Jo 1.1,14; 1 Tm 3.16) e em nada difere da pregação de outros famosos expoentes da Confissão Positiva, como Kenneth Hagin, Benny Hinn (que aparece na foto acima, ao lado de Cerullo), Kenneth Copeland, Frederick Price, John Avanzini, Robert Tilton, Marilyn Hickey, Charles Capps, Jerry Savelle, Paul Crouch, etc.

Cerullo prega que, desde o início, Deus quis se reproduzir (isso também é propalado pelos triunfalistas citados). Em algumas pregações, ele instiga os ouvintes a repetirem que são deuses. E conclui: “Vocês não estão olhando para Morris Cerullo. Vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus” (HANEGRAAFF, Hank, Cristianismo em Crise, CPAD, p.390).

Ele se defende da acusação de que prega heresias dizendo: “O que um verdadeiro profeta diz acontecerá” (idem). Mas, além de boa parte de suas profecias não se cumprirem — em 1972, por exemplo, ele afirmou que os Estados Unidos experimentariam um grande avivamento, o que até hoje não aconteceu! —, em Deuteronômio 13.1-4 está escrito que apenas o cumprimento de uma profecia não é suficiente para provar que um profeta é verdadeiro.

Outra falsa profecia de Cerullo foi em setembro de 1991: disse que o mundo todo seria evangelizado até o ano 2000. E, de acordo com a passagem de Deuteronômio 13.1-4, citada acima, a principal característica do profeta de Deus é o compromisso com a verdade (cf. Jo 10.41; 14.23).

Uma estratégia usada por Morris Cerullo, e imitada por muitos telepregadores brasileiros, é usar de manipulação para arrecadar dinheiro. Mas ele faz isso em tom profético: “Assim diz o Senhor: Entregai a mim as vossas carteiras e deixai-me ser o Senhor do vosso dinheiro... Sede obedientes à minha voz” (idem).

Recentemente, Cerullo profetizou, em um programa de TV: “Nesses últimos dias, eu tenho uma unção especial que vou liberar sobre o meu povo, uma unção financeira, no meio desta crise. Deus está pronto para transferir a riqueza do ímpio para as suas mãos. Eu vou orar para Deus liberar a solução financeira sobre a sua vida. Existe um telefone aí na tela. Se você quer que Deus lhe dê a unção financeira dos últimos dias, semeie R$ 900,00. Por que 9? Porque este é o ano de 2009, e os números são importantes para Deus. O número 9 significa completo”.

Considerando que a Palavra de Deus nos manda julgar tudo (1 Ts 5.21, ARA), inclusive as profecias (1 Co 14.29), escrevi este artigo a fim de fornecer elementos pelos quais os crentes espirituais possam discernir bem tudo (1 Co 2.15), e segundo a reta justiça (Jo 7.24).

http://cirozibordi.blogspot.com/2009/09/as-profecias-de-morris-cerullo.html

Cristãos Superticiosos


NOTA VENTO ORIENTAL : Gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos sobre as supertições dentro de nossas igrejas. É comum ouvir hoje em dia sobre "Copo de água abençoado", sobre o "lenço da prosperidade", ou sobre o vaso de terra "do monte sinai". Algumas igrejas estão colocando objetos "ungidos" para que as pessoas através destes objetos possam "receber" algumas bençãos.
Quero expressar aqui o meu repúdio quando a essa idéia. O Evangelho da prosperidade unido com o evangelho dos objetos sagrados é nojento. Desvia as pessoas das verdades que o "ide" de Jesus contém.
Cada vez menos as pessoas entendem que o evangelho é de renúncia. Que Jesus é o centro de todas as coisas, e que o evangelho liberta de todas as "crendices".
Amados, vamos refletir ?

Abaixo um texto do Pastor Ciro Sanches Zibordi, retirado do seu blog.

Paulo disse, no Areópago, em Atenas: “... em tudo vos vejo um tanto supersticiosos” (At 17.22). A despeito de estas palavras terem sido dirigidas aos atenienses, veremos neste artigo que elas também valem para muitos cristãos da atualidade. O que é superstição? Do latim superstitione, é uma crença errada, uma falsa ideia a respeito do sobrenatural ou um sentimento religioso excessivo ou errôneo que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos. Como o Brasil é um país muito supersticioso, graças a religiões populares (como catolicismo, umbanda e candomblé), às vezes vemos alguns cristãos que mantêm resquícios do tempo em que eram dominados pelo misticismo.

“Arruda e sal afastam maus espíritos”. Há igrejas pseudoevangélicas que têm adotado a arruda e o sal grosso para supostamente fazerem com que males, doenças e enfermidades fiquem bem distantes dos seus fiéis. Com isso, os líderes desses movimentos pretensamente cristãos, além de “afastarem” os maus espíritos, atraem os incautos e bons ofertantes...

“Carne de porco no réveillon traz prosperidade”.
Pois é... tem crente que só come pernil (de porco) na virada do ano. Por quê? Porque existe uma superstição de que, como esse animal fuça para frente, garante prosperidade o ano todo, ao contrário do peru, que cisca para trás. Pode uma coisa dessas?!

“Orelha arde quando alguém fala mal de nós”.
Há uma crendice no Brasil, não levada tão a sério como antigamente, de que, se uma pessoa sentir a sua orelha arder, é porque alguém está falando mal dela. E é comum ouvir gracejos do tipo, entre os evangélicos: “Sua orelha deve ter queimado bastante ontem, pois falamos bastante de você”.

“Passar a virada do ano de branco dá sorte”. Tenho observado que, no culto de passagem de ano, muitos irmãos aparecem vestidos de branco. Você sabia que esse hábito é inspirado em religiões de origem africana? É verdade que o branco simboliza pureza e paz. Mas a mencionada superstição está ligada, sobretudo, aos cultos afro-brasileiros, como umbanda e candomblé.

“É bom começar o dia com o pé direito”. Há alguns anos, visitei a casa de Santos Dumont, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Fiquei maravilhado com as suas invenções. E admirei-me mais ainda com as suas superstições! Para se ter uma ideia, a escada de acesso à sua casa tem apenas um pedaço de madeira do lado direito, no primeiro degrau. Para quê? Para obrigar o visitante a iniciar a subida com o pé direito! Mas já ouvi crente dizer assim: “Hoje, levantei cedo, orei, li a Bíblia... Comecei o dia com o pé direito”!

“Dá azar encontrar-se com um gato preto”. Essa crença e outras a respeito dos gatos vieram da Europa. Diz-se que eles não amam os seus donos, e sim a casa em que vivem. Por isso, numa mudança, é preciso levar o pequeno felino dentro de um saco para que não saiba para onde está indo. Acredita-se, ainda, que o Diabo toma a forma de um gato preto. Parece incrível, mas já ouvi irmãos dizendo que o seu dia não estava bom porque, pela manhã, cruzaram com um gato preto!

“Número 13 dá azar”.
Brasileiros famosos, como Roberto Carlos e Zagallo, tratam o número 13 de maneira diferente. O cantor passa longe do tal número, enquanto o ex-técnico da Seleção Brasileira afirma que lhe dá sorte. Aliás, Zagallo, após vencer a Copa América, em 2004, contra a Argentina, declarou: “Argentina vice tem treze letras”. Em 2006, um maldoso argentino replicou: “Brasil sem hexa também tem treze letras”. Bem, quando olhamos para a Bíblia, vemos que esse número é bastante significativo. Basta observar que o Apóstolo Jesus (Hb 3.1) e os seus seguidores formam um grupo de treze apóstolos, e que Jericó foi rodeada treze vezes pelos israelitas: uma volta por dia, durante seis dias, e sete voltas no sétimo dia (Js 6.3-4). Ademais, os livros de Neemias, 2 Coríntios e Hebreus têm treze capítulos. E a bênção apostólica está registrada em 2 Coríntios 13.13. Que Deus nos ajude a abandonarmos as más influências da vida velha. Afinal, “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

Fonte : http://cirozibordi.blogspot.com/2009/08/em-tudo-vos-vejo-um-tanto.html

VOCÊ ACHA QUE SER CRISTÃO É FÁCIL?


Se você é um cristão (acredita na Salvação através de Jesus) e segue os caminhos do Pai, cumprindo a Sua vontade e buscando aprender da Palavra, então por que pensa que pregar o Evangelho do Reino é moleza? Quem foi que te disse que servir a Deus é fácil?

E quanto às renúncias? E quanto às pressões daqueles que não creem em Jesus? Você realmente acha fácil? Aonde você leu na Bíblia que todo cristão tem que ser curado? Aonde você leu na Bíblia que todo cristão tem que ficar rico ou ter uma vida folgada (financeiramente)? Lembra do que Jesus nos ensinou em João, capítulo 18:36? “Respondeu Jesus: O Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim, mas agora o Meu reino não é daqui.”

Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois: Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na Ilha de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural.

Com os demais apóstolos ocorreu o seguinte:
Paulo - não era apóstolo, oficialmente, foi considerado apóstolo dos gentios por causa da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Foi decapitado em Roma por ordem de Nero.
Matias - Ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi matirizado na Etiópia.

Simão - O zelote, foi crucificado.

Judas Tadeu – morreu como mártir pregando o Evangelho na Síria e na Pérsia.

Tiago (o mais jovem) – pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado.

Tiago (o mais velho) – pregou em Jerusalém e na Judéia. Foi decapitado por Herodes.
Mateus – morreu como mártir na Etiópia

Tomé – pregou na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Madras no monte de São Tomé.
Bartolomeu – Serviu como missionário na Armênia, sendo golpeado até a morte.
Filipe – pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.

André – pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado.
Simão Pedro – pregou entre os judeus chegando até a Babilônia, esteve em Roma, onde foi crucificado com a cabeça para baixo.

“Se perseveramos, também com Ele reinaremos; se O negamos, Ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a Si mesmo”. (2 Tm 2:12-13)

Fonte : http://www.genizahvirtual.com/2009/09/voce-acha-que-ser-cristao-e-facil.html