28 de maio de 2009

Fundo Musical em Pregações?


Para reflexão dos irmãos, vamos discutir o assunto.

(Fonte: Blog do Gediel Mendes) Yanni é um músico, tecladista, compositor de renome internacional e adepto da Nova Era, devoto de uma entidade espírita guerreira e tem sua música executada por diversos pregadores que a usam como fundo musical na pregação da palavra de Deus em várias igrejas.

Gostaria de alertar a todos sobre músicas da Nova Era sendo usada como fundo musical nas pregações em nossas igrejas.Há algum tempo conheço as músicas do Yanni, especificamente o CD Tribute, e como músico sempre admirei a qualidade musical de seu trabalho.





Mas de algum tempo para cá notei que, nossos pregadores começaram a usá-las como fundo musical em suas pregações, causando assim um modismo desmedido em vários lugares.

Pesquisando a respeito das crenças de Yanni Chrysomallis, não tomei por surpresa quando descobri que ele e sua esposa Linda Evans estão envolvidos na meditação oriental. Eles são seguidores do famoso J.Z. Knight, quem canaliza um espírito que se identifica a si mesmo como um guerreiro de 3500 anos de idade chamado Ramta, do continente perdido Atlantis.

O CD ao qual me refiro é o "CD Tribute de Yanni". Nem precisa dizer que esse CD é um tributo a entidade espírita (um demônio) e a música que os pregadores gostam de executar nas pregações como fundo musical se chama "Adagio In C Minor", a número 02 do CD.

As imagens do local onde foi gravado o video denotam um ambiente místico.A tal música é muito conhecida como o tema dos Gideões Missionários da Última Hora. Essa música é da Nova Era (seita anticristã que aguarda o 'Maytreia' ou anticristo).

Em outro post eu manifestei minha opinião sobre esse assunto e torno a repeti-lo aqui: esse negócio de fundo musical na hora de pregar a Palavra de Deus é uma manobra humana que os pregadores utilizam para se “colocar fogo na igreja” ou para sensibilizar o crente no momento da preleção, bem como produzir movimento no meio do povo de Deus. E, como vimos acima, muitos pregadores imaturos não sabem nem o que estão introduzindo em suas pregações, misturando o santo com o profano e fazendo do culto um sincretismo religioso. Vigiemos!

25 de maio de 2009

Descaminho das Índias

Descaminho das Índias

Amados, recebi um email duplo sobre o "caminho das índias". Então vou postar o conteúdo dos dois emails. O primeiro é um texto da "Chamada da Meia-Noite". Outro email é uma apresentação em Power ponti que vou postar em forma de vídeo acima.

Pare e Pense...! Aparte-se desta semente ruin.

Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

Ganesha.

Quando os deuses se enganam

O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:

Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.

No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).

17 de maio de 2009

Ultrapassando Fronteiras

Paz do Senhor irmãos.
Recebemos uma benção imensa da parte de Deus. Antes tinhamos amigos de MSN e Blogs, do México, Venezuela, Estados Unidos e outros países como polônia e Austrália. Sempre trocávamos algumas palavras e experiências. Então irmãos de blogs estrangeiros como por exemplo,
http://mujerdevanguardia.blogspot.com/
e
http://hacedoras.blogspot.com/
entraram em contato conosco pedindo que eu disponibiliza-se o blog em outros idiomas.
Então irmãos, vamos usar esta tecnologia. Ao lado direito, temos o blog Vento Oriental em Inglês e em Espanhol.

Deus abençoe a todos.

Cada um com a sua Cruz....






Deus, é muito pesado...
Por favor reduza um pouco para mim...









Deus, por favor corte mais um pedaço...
assim eu poderei levar melhor...






Deus, obrigado por isso...





Usaremos isto como ponte para atravessar...



Ahh! é muito curto eu não vou conseguir atravessar...


Dias de Elias / Days of Elijah

Sempre gosto de pegar uma música que amo ouvir e apresentar para vocês em algumas versões. Eesta semana vamos ver a música de Paul Wilbor, um judeu messiânico que possuí um excelente ministério de louvor nos Estados Unidos. Vou colocar algumas versões em inglês e português desta música que gosto tanto. Compartilhando com os irmãos....
Vamos cantar ? ..Ele vem...brilhando como o sol...voando sobre as nuvens...aleluia...que essas frases não saiam da sua mente em nome de Jesus.

Versão Original em Inglês


Versão Lauriete em português




Coral Capela


Meus amados irmãos - Capela

Toque de Jesus ????


Algumas vezes sou vencido pela minha curiosidade, e começo a fazer perguntas em voz alta. É isso o que vou fazer aqui: perguntar-me em voz alta sobre o homem que sentiu o toque compassivo de Jesus. Aparece uma vez, faz uma petição e recebe um toque. Mas esse único toque mudou sua vida para sempre. Eu me pergunto se a sua história poderia ser algo assim:

"Por cinco anos ninguém me tocou. Ninguém. Nem uma única pessoa. Nem sequer minha esposa, nem minha filha, nem meus amigos. Ninguém me tocava. Olhavam para mim. Falavam comigo. Sentia o carinho em suas vozes. Via preocupação em seus olhos. Mas nunca senti seu toque. Não havia. Nem uma única vez. Ninguém me tocou.
O que é comum entre vocês, eu cobiçava. Apertos de mãos. Cálidos abraços. Uma toque no ombro para chamar minha atenção. Um beijo nos lábios para roubar um coração. Tais momentos foram tirados do meu mundo. Ninguém me tocou. Ninguém esbarrou em mim. O que eu não teria dado para que alguém esbarrasse em mim, que me apertassem numa multidão, que meus ombros encostassem nos de outros. Mas por cinco anos nada disso aconteceu. Como poderia? Nem ao menos me era permitido andar pelas ruas. Até os rabinos mantinham-se à distância. Não me era permitido freqüentar a sinagoga. Nem sequer me recebiam em minha própria casa.
Eu era um intocável. Era leproso. Ninguém me tocava. Até hoje."



A história desse homem me chama a atenção porque nos tempos do Novo Testamento a lepra era a doença mais temida. A enfermidade deixava o corpo como uma massa de úlceras e putrefação. Os dedos encolhiam e se retorciam. Pedaços de pele perdiam a cor e fediam. Certos tipos de lepra matam os terminais nervosos, e isso produz a perda de dedos, e até de pés e mãos. A lepra era morte por centímetros.
As conseqüências sociais eram mais severas que as físicas. Considerada contagiosa, o leproso era obrigado a guardar quarentena, proscrito a uma colônia de leprosos.
Nas Escrituras o leproso é símbolo de máxima proscrição: infectado por uma condição que não procurou, rejeitado por todos os que o conheciam, evitado por pessoas que não conhecia, condenado a um futuro que não podia suportar. Na memória de cada relegado deve ter havido um dia em que se viu obrigado a enfrentar a verdade: a vida nunca mais seria a mesma.

Um ano, durante a colheita, percebi que minha mão não podia sustentar a foice com a mesma força. Os dedos estavam adormecidos. Primeiro foi um dedo, e depois, outro. Em pouco tempo podia empunhar a foice, mas nem a sentia. Ao terminar a temporada não sentia nada com as mãos. É como se a mão que empunhava o cabo pertencesse a outra pessoa; tinha perdido toda sensibilidade. Não disse nada a minha esposa, mas ela suspeitava de algo. Como poderia não suspeitar? Eu levava minha mão junto ao corpo como ave ferida.
Uma tarde enfiei a mão numa bacia de água para lavar o rosto. A água ficou vermelha. Um dedo sangrava, com hemorragia. Nem sabia que me havia machucado. Como me cortei? Com alguma faca? Será que encostei a mão em algum objeto afiado? Deve ter sido, porém eu nada tinha sentido.
— Está também na sua roupa — disse minha esposa com voz fraca. Ela estava atrás de mim. Antes de olhar para ela, fitei as manchas vermelhas em minhas vestes. Por longo tempo fiquei sobre a bacia, contemplando minha mão. Algo me dizia que minha vida tinha sido alterada para sempre.
— Você quer que eu o acompanhe para ver o sacerdote? — me perguntou.
— Não — disse eu com um suspiro —. Irei sozinho.
Me virei e vi seus olhos úmidos. Junto dela estava nossa filinha de três anos. Abaixando-me, olhei diretamente em seus olhos e acariciei sua face, sem dizer nada. Que poderia dizer? Endireitei-me e olhei para minha esposa de novo. Ela me tocou no ombro, e com minha mão boa toquei a dela. Seria nosso toque final.
Cinco anos se passaram, e desde então mais ninguém tinha me tocado, até agora.
O sacerdote não me tocou. Olhou para minha mão, que agora levo envolvida num pano. Olhou para meu rosto, agora obscurecido pela tristeza. Nunca o culpei pelo que me disse. Simplesmente estava agindo segundo tinha sido instruído. Cobriu sua boca e estendeu sua mão, com a palma para fora. "Você é imundo", disse. Com este pronunciamento, perdi minha família, meus bens, meu futuro, meus amigos.
Minha esposa veio me encontrar nas portas da cidade, com uma sacola de roupa, pão e moedas. Não disse nada. Alguns amigos tinham-se reunido. O que vi em seus olhos foi precursor do que tenho visto em todo olhar desde então: compaixão cheia de terror. Enquanto eu saía, eles se afastavam. Seu horror por minha enfermidade era maior que sua preocupação pelo meu coração; e assim eles, igual a todos desde então, recuaram.

A proscrição de um leproso parece rigorosa, desnecessária. Contudo, o Antigo Oriente não foi a única cultura que isolou seus enfermos. Nós talvez não construamos colônias nem tapemos a boca diante de sua presença, mas certamente construímos paredes e afastamos os olhos. A pessoa não precisa ser leprosa para sentir-se em quarentena.
Uma de minhas lembranças mais tristes tem a ver com meu amigo da quarta série, Jerry . Ele e mais uns 6 de nós formávamos um grupo inseparável e sempre presente no pátio. Um dia liguei para sua casa para ver se podia sair para brincar. Uma voz maldizente, bêbada, atendeu o telefone, e me disse que Jerry não poderia sair para brincar esse dia nem nunca. Contei a meus amigos o acontecido. Um deles me explicou que o pai de Jerry era alcoólatra. Não sabia bem o que essa palavra queria dizer, mas aprendi muito rápido. Jerry, o que jogava na segunda base; Jerry, o da bicicleta vermelha; Jerry, meu amigo da esquina, era agora "Jerry, o filho do bêbado". Os rapazes podem ser cruéis, e por alguma razão fomos muito cruéis com Jerry. Estava infectado. Como o leproso, sofreu por uma condição que ele não criou. Como o leproso, o proscrevemos de nosso convívio.
O divorciado conhece estes sentimentos. Assim como o aleijado. O desempregado os tem experimentado, assim como os que tem pouca cultura. Alguns se retraem diante das mães solteiras. Mantemos distância dos deprimidos e dos enfermos incuráveis. Temos bairros para imigrantes, asilos para idosos, escolas para retardados, centros para adictos e prisões para os criminosos.
Nós, o resto, simplesmente tratamos de afastar-nos de tudo isso. Só Deus sabe quantos Jerry estão no exílio voluntário: indivíduos que vivem vidas caladas, solitárias, infectadas pelos seus temores de rejeição e suas lembranças da última vez em que tentaram. Preferem não serem tocados ao risco de serem machucados.

Ah, quanta repulsa sentiam os que me viam! Cinco anos de lepra me deixaram as mãos retorcidas. Faltam-me várias falanges em vários dedos, assim como pedaços de minhas orelhas e do nariz. Ao ver-me, os pais pegam seus filhos. As mães cobrem seus rostos. As crianças me apontam com o dedo e ficam olhando para mim.
Os trapos não podem esconder as chagas de meu corpo. Tampouco o pano com que envolvo meu rosto pode ocultar a ira de meus olhos. Nem sequer tento escondê-la. Quantas noites não levantei meu punho crispado contra o céu silencioso? "Que fiz para merecer isto?" Porém nunca recebi resposta.
Alguns pensam que pequei. Alguns pensam que meus pais pecaram. Não sei. Tudo quanto sei é que me fartei de tudo: de dormir na colônia, de perceber o fedor. Odiava o maldito sino que tinha que levar pendurado no pescoço para advertir às pessoas de minha presença. Como se precisasse dele. Bastava um olhar e os anúncios começavam: "Imundo! Imundo! Imundo!"
Algumas semanas atrás me atrevi a andar pelo caminho da aldeia. Não tinha nenhuma intenção de entrar nela. O céu sabe que tudo o que eu queria era dar uma olhada nos meus campos. Dar uma olhada em minha casa e ver, por alguma casualidade, o rosto de minha esposa. Não a vi; mas vi algumas crianças brincando num campo. Me escondi atrás de uma árvore e as observei vaguear e sair correndo. Suas faces estavam tão felizes e seu riso era tão contagioso que por um momento, apenas por um momento, não era mais leproso. Era de novo agricultor. Era pai. Era um homem.
Com a infusão da felicidade deles sai de trás da árvore, endireitei minhas costas, respirei profundamente... e então me viram. Antes que pudesse retirar-me, me viram. Gritaram. Fugiram correndo. Uma, porém, ficou. Uma se deteve e olhou para mim. Não sei, não poderia dizer com certeza, mas acho, na verdade acho que era minha filha. Não sei; não poderia garanti-lo; mas penso que ela buscava seu pai.
Esse olhar me fez dar o passo que dei hoje. Certamente foi temerário. Com certeza foi um risco. Mas, o que tinha a perder?
Ele chama a si mesmo de Filho de Deus. Ou ele ouviria meu clamor e me mataria, ou aceitaria minha demanda e me curaria. Foi o que pensei. Me aproximei dEle, desafiando-o. Não foi a fé que me empurrou, mas sim uma ira desesperada. Deus tinha feito uma calamidade no meu corpo, e devia restaurá-lo ou então, acabá-lo.
Mas então o vi, e quando o vi, mudei. Lembre que sou agricultor, e não poeta, assim não consigo achar as palavras para descrever o que vi. Tudo quanto posso dizer é que as manhãs da Judéia algumas vezes são tão frescas e o nascer do sol tão glorioso que olhá-lo é esquecer do calor do dia anterior e das feridas do passado. Quando olhei para seu rosto vi uma manhã da Judéia.
Antes que Ele falasse, soube que se interessava. De alguma forma soube que detestava esta doença tanto, se não mais, que eu. Minha ira se converteu em confiança, e minha cólera em esperança.
Oculto por trás de uma pedra, o vi descer da colina. Multidões o seguiam. Esperei até que estivesse a poucos passos de onde eu estava, e então me apresentei.
— Mestre!
Parou e olhou para mim, assim como dezenas de outros. Uma torrente de temor percorreu a multidão. Os braços voaram para cobrir as caras. As crianças se comprimiram detrás de seus pais. "Imundo!" gritou alguém. De novo, não culpo eles. Eu era uma massa malfeita de morte. Porém quase não os ouvia. Quase não os via. Tinha visto mil vezes seu pânico. Contudo, a compaixão dEle quase nunca a havia contemplado. Todo mundo retrocedeu, exceto Ele. Então avançou para mim. Para mim.
Cinco anos atrás minha esposa tinha se aproximado de mim. Ela foi a última a fazê-lo. Agora Ele o fazia. Não me mexi. Simplesmente lhe disse:
— Senhor, tu podes limpar-me, se quiseres.
Se Ele tivesse me curado com uma palavra, teria ficado mais que encantado. Se me tivesse sarado com uma oração, teria me regozijado. Porém não ficou satisfeito com falar-me. Até então ninguém tinha me tocado. Até hoje.
— Quero — suas palavras foram suaves como seu toque —. Sê limpo.
A energia encheu meu corpo como a água num campo arado. Num instante, num momento, senti o calor onde tinha havido insensibilidade. Senti força onde tinha havido atrofia. Minhas costas se endireitaram, e minha cabeça se levantou. Onde eu tinha estado com o olho no nível de sua cintura, agora estava fitando-o ao nível de seu rosto. Seu rosto sorridente.
Tomou minhas faces com suas mãos, e me aproximou tanto que pude sentir o calor de seu hálito e ver a umidade de seus olhos.
— Não fales com ninguém. Mas vai e mostra-te ao sacerdote, e oferece a oferta que Moisés ordenou para os que são sarados. Isso mostrará às pessoas o que tenho feito.
É isso é o que estou fazendo. Vou mostrar-me ao sacerdote e abraçá-lo. Vou mostrar-me a minha esposa, e abraçá-la. Levantarei minha filha, e a abraçarei. Nunca esquecerei o que se atreveu a tocar-me. Poderia ter-me sarado com uma palavra; mas desejava fazer mais que me sarar. Desejava dar-me honra, validar-me. Imagina: indigno de que me toque o homem, e contudo digno do toque de Deus.

14 de maio de 2009

Uma análise dos Filmes de Guerra !

O tempo passa, o tempo voa e a depravação humana continua numa “boa”

“...porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade...” (Gênesis 8.21b).

Permita-me começar com alguns questionamentos provocativos:

Pegue o homem depravado e coloque-o nas culturas mais refinadas, nas melhores universidades, faça-o um poliglota, eduque-o nas mais sofisticadas normas sociais e ele deixará de ser um depravado? Não! Você apenas terá um depravado culto e educado.

Filme original: o “meteoro” marciano cai à distância e no primeiro plano uma igreja cristã impávida.

Faça uma plástica estética e deixe uma mulher depravada extremamente linda, vista-a com as melhores grifes e ela deixará de ser depravada? Não! Você apenas terá uma depravada bonitinha, mas ordinária.

A Bíblia ensina que desde quando Adão pecou, o ser humano passou a ter seu desejo sempre para o mal e herdou a morte (1 Coríntios 15.22 e Romanos 5.12). Ainda do ponto de vista bíblico, a depravação é total, inata, corre no nosso DNA espiritual, sempre existiu e existirá. Isso explica por que um homem aparentemente “decente e de boa índole” comete ações pífias e torpes.

Sabemos, no entanto, que a depravação nunca esteve tão explícita como atualmente. Parece até que ela cresce em progressão geométrica em relação a cada avanço tecnológico. A aparente pureza e ingenuidade de meio século atrás parece ser história da carochinha.

Sem dúvida, o mundo e o comportamento humano mudaram bastante nos últimos 50 anos. Gostaria então, de analisar essa enorme mudança estudando duas versões diferentes de um mesmo filme. Entre a primeira versão do filme “Guerra dos Mundos” (EUA – 1952-53) baseada no clássico de H. G. Wells e a de Steven Spielberg (EUA – 2005), muitas águas passaram sob as pontes das nossas vidas.

Eu não era nascido na década de 50, por isso só tive acesso à versão original em 2005, em DVD. “Guerra dos Mundos” retrata uma invasão marciana da Terra e a quase destruição total do nosso planeta. Porém, neste artigo não vou comentar sobre ETs e OVNIs (minhas colocações sobre esse tópico estão à disposição na palestra em DVD: “Seduzidos por OVNIs e ETs”) mas sobre o comportamento humano.

Um resumo de “Guerra dos Mundos” – 1952-53

O apologista cristão Tal Brooke resumiu assim o filme:

Nas cenas iniciais, na versão de 1953 de “Guerra dos Mundos”, um objeto ardente no céu noturno – um dos cilindros marcianos disfarçados de meteoro – desce à distância. No primeiro plano, uma igreja solitária em uma pequena cidade do Sul da Califórnia – um presságio de justaposição.

Logo os personagens principais se aglomeram em torno desse evento – pessoas honestas e direitas que vivem entre si em franca familiaridade e confiança. Existe uma dança de quadrilha que termina assim que a eletricidade falha. Até os relógios de pulso ficam paralisados. Poderia ser por causa do meteoro?

Tarde da noite, três testemunhas encarregadas de guardar o meteoro vêem o grande topo metálico desaparafusar vagarosamente. Um pescoço metálico se projeta para fora, como se fosse um cobra com raios mortíferos e se agiganta sobre os homens. Eles aproximam-se daquela coisa balançando lenços em suas mãos como um sinal de paz e são vaporizados.

Em seguida, um famoso cientista chega à cratera. A polícia e outras pessoas estão de olho no cilindro enquanto ele esfria. Uma atraente garota local logo junta-se ao cientista. A garota está acompanhada do seu tio que está disposto a cooperar. Ela anuncia estar esperando o famoso Dr. Forrester e divulga o seu conhecimento a respeito dele. O famoso cientista, representado pelo ator Gene Barry, sem dúvida é o Dr. Clayton Forrester, que humildemente se apresenta à garota. Ela é surpreendida, mas rapidamente se recompõe. Muito linda, comprometida com um tipo de dignidade feminina comum em eras passadas, Ann Robinson representa Sylvia Van Buren, sobrinha do reverendo local, um homem muito estimado na comunidade. [...]

Após o abrigo militar, do lado de fora da cidade, ter sido abandonado e o restante dos militares espalhados, Dr. Clayton Forrester e Sylvia Van Buren assumem juntos uma missão em comum. Ele a leva ao seu pequeno avião para escapar antes que as naves marcianas aniquilem a região. É um passeio frenético, evitando os raios da morte enquanto voa perigosamente baixo, entre as árvores. Finalmente bate e cai em uma área campestre. Ambos estão exaustos e correm para se proteger. [...]

Mas, Clayton Forrester é separado de Sylvia em Los Angeles, enquanto a multidão fica desesperada, roubando e despojando qualquer automóvel que passe pelas ruas cheias de pessoas. Sylvia dirigia um ônibus escolar carregado de pessoas da própria cidade que logo foi parado e saqueado. [...]

O cientista parte com um caminhão carregado de materiais científicos criticamente importantes, inclusive com alguns itens da máquina de morte marciana. Esta parece ser a última esperança para se alcançar uma solução científica. Porém, a multidão insana, sem dar atenção aos avisos do cientista, saqueia o caminhão enquanto ele passa por uma rua de Los Angeles lotada de pessoas. Os seqüestradores levam seu caminhão, deixando o cientista jogado ao chão. [...]

Agora o foco da missão de Clayton é encontrar Sylvia, isto é, se ela ainda estiver viva. Ele está muito preocupado, pois viu os restos do ônibus escolar de Sylvia em uma rua de Los Angeles onde o seu caminhão foi seqüestrado. [...]

O jovem cientista sabe que, se quiser encontrar Sylvia, uma crente devota, sua melhor chance é procurá-la nas igrejas. Ele encontra três igrejas. Cada cena é comovente. Então, entra numa igreja grande e vê Sylvia dedicada a atender alguém em um banco. Clayton Forrester e Sylvia se olham, apressam-se desesperadamente e se abraçam. O mundo está à beira de se transformar em ruínas e cada precioso segundo juntos é muito valorizado. Porém, existem necessidades maiores que as deles.

Fica muito claro que apenas UM maior do que o homem é capaz de salvar a raça humana.

Nas igrejas as orações são apaixonadas e cada vez mais desesperadas, clamando a Deus por um milagre de libertação. Existe o medo de que as igrejas cairão como os outros prédios. No entanto, até aquele momento, elas estão em pé, como se estivessem protegidas por uma mão invisível, enquanto o olhar feroz dos raios marcianos, através dos vitrais, ilumina o santuário. O dirigente e a congregação continuam suas súplicas urgentes pedindo algum milagre de intervenção divina. A humanidade está no limite.

De repente, surge um sentimento diferente – um silêncio súbito. Os raios mortíferos, que disparavam à distância, não são mais ouvidos. A multidão tenta abrir caminho até chegar ao lado de fora da igreja. As luzes coloridas das máquinas dos marcianos tornam-se escuras enquanto as espaçonaves voam vacilantemente e caem no chão. Através de um portal, um braço marciano solitário estende-se para o lado de fora da espaçonave. O Dr. Forrester checa o pulso e descobre que o marciano está morto.

O cientista famoso então olha para os céus e faz uma afirmação com temor: “Estávamos todos orando por um milagre...” Nesse exato momento, a voz narrativa que iniciou o filme continua com a observação de que as menores criaturas da terra, os micróbios, criados por Deus, destruíram os invasores. Os marcianos não tinham resistência aos germes terráqueos.[1]

O que se perdeu pelo caminho:

a) Um linguajar decente e um grande interesse em ajudar a família e ao próximo

Versão de 2005: Ray Ferrier (Tom Cruise) passando creme de amendoim no pão de sua filha, sem saber que ela era alérgica ao amendoim.

Um linguajar indecente, atrevido e condutas egoístas fazem parte do cotidiano dos personagens da versão de 2005. Tal Brooke, o já citado apologista, comenta:

O “Guerra dos Mundos” de 2005, de Steven Spielberg, é um passeio por um mundo feio, uma América bem mais escura que a do primeiro filme, no despertar de cinqüenta anos de mudanças sociais. As pessoas são alienadas, cínicas e não-confiáveis enquanto vivem em uma sopa eticamente diversificada e caótica. Ao contrário do linguajar digno praticado no primeiro filme, obscenidades e uma conversa podre aparecem desde o início. Tom Cruise, no papel de Ray Ferrier, xinga seu filho punk Robby (Justin Chatwin), que também tem uma língua suja e assim a história continua com vários encontros pelas ruas. A linguagem incorpora um realismo ínfimo. [...]

Ao contrário do cientista agradável e humilde no filme de 1953, o personagem masculino principal representado por Tom Cruise é arrogante, egoísta, alienado dos seus filhos e da ex-esposa (nem sabia que a filha tinha alergia, desde quando nasceu, ao creme de amendoim e tampouco como agir diante da síndrome do pânico da criança), muito parecido com quase todos e pronto para conquistar o mundo.[2] (o texto em itálico foi acréscimo meu).

Não! Não quero fazer aqui uma apologia à suposta “pureza” da década de 50, pois isso não seria verdadeiro. Até mesmo na versão original presenciamos atos de selvageria quando a multidão saqueia os carros que passam pelas ruas. No entanto, o que quero deixar claro é que aqueles são tempos idos e que a situação atual é bem mais grave e decepcionante.

Para exemplificar melhor, permita-me trazer à memória lembranças telúricas de algumas décadas atrás. A rua recifense, de mais ou menos cem metros de extensão, em que morava quando era criança ainda é a mesma em que meus pais residem hoje. Na minha infância era uma rua tranqüila, o piso de barro, todos os muros das casas eram baixos, os postes de iluminação eram de madeira roliça e os vizinhos se conheciam pelo nome. Morávamos na casa de esquina e a segunda casa após a nossa era da mãe de dona Selma, a única da rua a ter linha telefônica. Foi lá que falei ao telefone pela primeira vez. Era um daqueles aparelhos pretos, grandes, com um disco em que colocávamos o indicador e o girávamos (o leitor com mais de quarenta anos sabe exatamente a que tipo de aparelho estou me referindo). Hoje é uma relíquia.

Filme original: O caminhão do cientista Clayton Forrester (Gene Barry) saqueado pela multidão.

Às noites, as pessoas colocavam cadeiras nas calçadas na frente da casa, sentavam, jogavam dominó e conversa fora, alguns tocavam violão, enquanto as meninas bem vestidas brincavam de amarelinha, pulavam corda e cantavam “Atirei o pau no gato...”. Nós, garotos, jogávamos bola na rua, andávamos de bicicleta e de patins feitos com tábuas de madeira e rodas de rolimã e brincávamos de “trinta-e-um-alerta!”.

Bem, o tempo passa, e como passa. Hoje aquela rua do final da década de 60 é apenas uma representação nostálgica de um tempo que não volta mais. Atualmente, ela está asfaltada, os muros estão cada vez mais altos, os portões com travas eletrônicas, quase ninguém mais joga bola na rua com medo de ser atropelado, as pessoas não conversam mais na calçada, na verdade pouco se falam, quando muito se cumprimentam e não há nenhum “louco” que tenha coragem de arriscar a própria vida se sentando em uma cadeira de balanço nas calçadas após as dezoito horas. Por quê? Porque o amor esfarelou, as pessoas estão mais frias e distantes, a iniqüidade prosperou, o mundo ficou mais depravado, perigoso e violento.

b) O amor à moda antiga entre um homem e uma mulher

Sobre esse tópico, Tal Brooke escreve:

Filme original: O Dr. Clayton Forrester protege Sylvia Van Buren (Ann Robinson).

Um pouco distante do local onde seu avião acidentou-se, o Dr. Clayton Forrester protege Sylvia em seus braços enquanto ela dorme. O amor deles é espontâneo e não autoconsciente. É um ato de beleza, um diamante raro no vasto cosmos. Da maneira mais convincente, vemos como essa mais rara flor do amor humano é formada e sabemos que é algo de um valor inestimável.

Esse momento inocente de afeição, quando ele a protege em seus braços em uma área campestre, foi filmado e graciosamente preservado muito tempo antes das vozes estridentes surgirem com a guerra dos sexos, o feminismo radical e grupos gays, transexuais e lésbicas degradarem o cenário com poder vituperador. [...] Nos filmes atuais a presença deles é obrigatória.

No entanto, ao contrário do pano de fundo do conflito que vai aumentando de intensidade, vemos convincentemente como o amor e a afeição se desenvolvem entre esse homem e essa mulher atraentes, enquanto questões de risco de morte tornam-se inevitáveis. Observamos o início do amor entre um homem e uma mulher como uma afirmação estimulante acerca do valor humano e da intenção divina.[3]

Filmes, como a versão da década de 50, que exibem o início de um namoro entre um homem e uma mulher sem qualquer apelação sensual ou interesses carnais, honra, bravura, lealdade entre as pessoas da pequena cidade, desarmadas diante de um inimigo tenebroso vindo do espaço, mostram exemplos muito distantes da nossa época.

O que dizer do conceito de “amor” no século XXI? Como foi distorcido o amor bíblico! Hoje temos uma enxurrada de padres católicos pedófilos, pastores avarentos e adúlteros, uma Inglaterra (sim, a tão conservadora Grã-Bretanha) tornando-se mais uma nação européia a legalizar a união civil de homossexuais, como também hindus indianos vivendo com macacas como se as mesmas fossem as suas supostas ex-esposas reencarnadas.

Se Jesus não voltar logo, como será o “amor” daqui a um século? Caminhamos a passos largos para uma sociedade globalizada onde não existirá amor genuíno, pecado, culpa e nem a necessidade de arrependimento. Nesse ritmo, em breve, as gerações vindouras vão presenciar a legalização do matrimônio entre humanos e animais e entre dois animais irracionais. Misericórdia!

Versão de 2005: A igreja cristã é um dos primeiros prédios a serem destruídos pelos marcianos.

c) O respeito ao pastor e a igreja como local de referência e refúgio

Que simbolismo importante e que contraste com a versão da década de 50!

No filme da década de 50, o reverendo local é uma pessoa querida, corajosa, participativa, prestativa e bastante estimada pela comunidade. Na versão de Steven Spielberg não existe o personagem do reverendo.

A película cinematográfica do século passado exibe, em umas de suas primeiras cenas, uma igreja impávida enquanto o “meteoro” cai à distância. Na do século XXI revela que um dos primeiros prédios a serem destruídos é uma igreja cristã.

No filme de Spielberg (2005), o primeiro “meteoro” que caiu na vizinhança de Nova Jersey foi em um cruzamento de duas ruas. Na esquina de uma delas encontrava-se uma igreja cristã que foi inicialmente rachada e partida ao meio pelo terremoto e em seguida teve a sua torre quebrada e jogada ao chão.

Filme original: Multidão se aglomera dentro das igrejas clamando a Deus por uma intervenção divina.

Na película de mais cinqüenta anos atrás, até o final a igreja é o local de refúgio, onde a população se aconchega a clamar ao Senhor por uma intervenção milagrosa. É apropriada uma introspecção essencial acerca da América daquela era. Onde as pessoas iam em busca de segurança e consolo? Onde elas iam buscar conforto e esperança? Resposta: na igreja.

No filme de Spielberg não há mais igreja no final.

d) Deus como soberano

A conclusão do filme original deu uma ênfase total à pessoa de Deus como o libertador.

d1) O final do filme de 1952-53:

O cientista Dr. Clayton Forrester, olhando para os céus: “Nós estávamos todos orando por um milagre”.[4]

Filme original: Sylvia, o pastor e Dr. Clayton Forrester olhando para os céus após o livramento divino. Os méritos pela vitória são todos de Deus.

O narrador: “Os marcianos não tinham resistência contra as bactérias da nossa atmosfera. Quando respiraram nosso ar, germes inofensivos a nós os mataram. O final foi rápido. Por todo o mundo, suas máquinas pararam e caíram. Depois de todas as tentativas do homem terem falhado, os marcianos foram destruídos e a humanidade foi salva, pelas menores coisas que Deus, em Sua sabedoria, pôs nesta terra”.[5]

Enquanto isso, ouvimos um coro cantando ao fundo: “Amém...”.

d2) O final do filme de 2005:

Ninguém fala: “Nós estávamos todos orando por um milagre”. A ênfase da narrativa é na pessoa de Deus e no próprio homem. Spielberg tem alguma coisa a mais para a voz narrativa adicionar ao texto original. O homem passa a ter crédito e direito por ter sobrevivido:

O narrador: “Desde que os invasores chegaram, respiraram o nosso ar, comeram e beberam, foram condenados. Eles foram aniquilados, destruídos, após todas as armas e equipamentos humanos falharem, pela menor criatura que Deus, em sua sabedoria, pôs na Terra. Pelo preço de um bilhão de mortes, o homem ganhou sua imunidade e seu direito de sobreviver entre os infinitos organismos do planeta. E esse direito é nosso contra todos os desafios, porque os homens não vivem nem morrem em vão”.[6]

Versão de 2005: Apesar do final comovente onde Ray abraça seu filho, a ênfase da narrativa é que os méritos pela vitória sobre os marcianos não são apenas de Deus.

A cura da depravação

Tal Brooke conclui sua análise com um tom melancólico:

Sem dúvida, que a ode real na versão do filme de 2005 é para o humanismo e não para Deus. Não estou certo que tipo de mundo os sobreviventes de Spielberg vão reconstruir. Certamente não queria estar confinado dentro desse mundo.

Também é verdade que a segunda versão de “Guerra dos Mundos” é um arquivo da América dos dias atuais, da mesma forma que o primeiro filme registrou a América do início da década de 50. O triste é comparar os dois mundos entre esses dois filmes. É uma jornada descendente e a ruína americana nem sequer precisou dos marcianos”.[7]

Sem dúvida, a depravação humana, seja na América, no Brasil ou em qualquer outra latitude, continua numa “boa”. Esse quadro vem se agravando nos últimos cinqüenta anos e ainda vai piorar (2 Timóteo 3.1-9). Basta ler os jornais ou assistir aos noticiários para constatarmos que estamos numa depravação total. Porém, Deus não está com Suas mãos encolhidas, elas estão estendidas e prontas para nos resgatar desse lamaçal.

O ser humano é totalmente depravado desde quando nasceu. Como uma carga genética espiritual, o pecado original de Adão nos tem sido passado através dos séculos e todos nós somos culpáveis. Qualquer tentativa de sarar o depravado sem modificar a sua natureza pecaminosa é inútil. Só quando o homem recebe uma nova natureza, que só Cristo dá, ele pode alcançar a cura.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos” (Efésios 2.4-5).

“Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Romanos 4.7-8).

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23).

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5.17).

Olhem como o tempo voa. As horas passam rapidamente. Estou ficando mais velho a cada segundo e a humanidade prossegue no seu rapel espiritual. “A iniqüidade se multiplicará” (Mateus 24.12).

Para aqueles ansiosos: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6.34).

Para aqueles que ainda agem depravadamente, recusando a graça bendita de Jesus: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Galátas 6.7). Converta-se a Ele hoje, enquanto ainda é tempo (Hebreus 3.13). “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.7).

Ah! Como o tempo passa, o tempo voa.

Ao Deus, Senhor de todos os tempos, toda a glória, honra e domínio pelos séculos dos séculos, amém! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

Bibliografia:

  1. Artigo “War of The Worlds – 50 years apart”, por Tal Brooke. SCP Newsletter. Berkeley, Califórnia, summer 2005, volume 29:4. páginas 4-7.
  2. Id, página 8.
  3. Ibid, páginas 4-5.
  4. DVD do filme “Guerra dos Mundos”, baseado no livro de H.G. Wells, 1952, renovado em 1980 pela Paramount Pictures. Cenas finais.
  5. Id.
  6. DVD do filme “Guerra dos Mundos”, um filme de Steven Spielberg, 2005, Paramount Pictures e Dreamworks Pictures. Cenas finais.
  7. Artigo “War of The Worlds – 50 years apart”, por Tal Brooke. SCP Newsletter. Página 16.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2006.

9 de maio de 2009

Vento Oriental ?


Me perguntaram, de onde vem o nome do seu Blog ? Vento Oriental ? Oque significa ?
Deixe-me responder..é a Ação de Deus nesta terra. Atualizando a sessão simbologia.

“Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas.” (Êxodo 14:21)

Na Bíblia, no Velho Testamento, há várias situações em que vemos menções ao vento oriental; esse vento é uma figura freqüente da ação de Deus na terra, uma figura de seu poder irresistível, e de seu controle sobre a criação. Mas é curioso que essa expressão não ocorra no Novo Testamento; e, mesmo no Velho, o que exatamente significa o vento oriental? Como se não bastassem tais perguntas, como conciliar o vento oriental com os textos abaixo?

“Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.” (Eclesiastes 11:5)

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 3:8)

Ora, se o vento é oriental, sabemos de onde vem, e pra onde vai. O que significa essa aparente contradição? A primeira coisa que temos que entender é que o vento tem o seu ciclo, estabelecido por Deus:

“Fez soprar nos céus o vento do oriente, e pelo seu poder trouxe o vento sul.” (Salmos 78:26)
“O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos.” (Eclesiastes 1:6)

Podemos ver que a idéia de tempo está intimamente ligada ao vento, mesmo ao vento oriental, no primeiro texto deste estudo. Muitas pessoas pensam que Moisés estendeu a mão sobre o Mar Vermelho e este imediatamente se abriu; mas a verdade é que um vento oriental soprou por toda a noite, e as águas se encontraram divididas pela manhã. Assim, não só houve um vento, mas o que ele fez levou um tempo - no caso, toda a noite. E o vento apenas dividiu o mar; o que o vento afetou foram as águas, e nada mais.

Assim podemos começar a entender qual a diferença (e a semelhança) entre os dois ventos. O vento, segundo a visão de Deus, que estabeleceu seu ciclo, tem sempre uma direção certa e determinada, mas que obedece ao tempo estabelecido por Deus; desconhecemos a direção do vento porque não sabemos seu tempo de mudar de direção e continuar seu ciclo. Assim, a diferença entre sabermos a direção do vento e não sabermos não está relacionado tanto ao “de onde vem” ou ao “para onde vai”, quanto ao “quando” ele muda de direção.

Assim, o vento oriental é uma figura do tempo determinado de Deus, e o vento indefinido uma figura da sua soberania; Deus sempre sabe para onde o vento sopra, mas nós, só enquanto o sentimos, já que nem mesmo o vemos; como diz o texto, só quando ouvimos a sua voz. Onde vemos os dois conceitos se unirem? Onde o tempo de Deus encontra a soberania de Deus?

“E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:27)

“Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E logo que subiram para o barco, o vento cessou.” (Mateus 14:30-32)

Em Cristo vemos o encontro do tempo de Deus com sua soberania plena; em Cristo vemos a verdade revelada de Deus. Sabemos exatamente de onde Cristo veio, e para onde Ele se dirigia:
“E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:4-6)
E sabemos que foi de fato no tempo determinado por Deus:
“…doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.” (Hebreus 9:26)
Por que todo aquele que é nascido do Espírito é como o vento aparentemente sem direção definida? Porque todo que é nascido do Espírito está sujeito à soberania de Deus, à determinação do tempo de Deus, segundo a Sua vontade. Contudo, não permanecemos na ignorância:
“Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.” (João 15:14-15)

Assim perceberemos que, quando somos nascidos do Espírito, e somos como o vento, sabemos de onde vem, e pra onde vai, como sabemos que o vento oriental vem do Leste, e se dirige para o Oeste. Quem não conhece o ciclo do vento e Aquele que o controla se confunde facilmente quando ele muda de direção, mas se guardamos os Seus mandamentos, e se conhecemos a palavra de Deus revelada em Cristo, reconheceremos o Senhor em todos os nossos caminhos; e ao invés de corrermos atrás do vento, seremos levados por ele, de onde o Senhor quiser, para onde o Senhor quiser, quando o Senhor quiser; e podemos estar seguros de que seu vento tem sempre um propósito definido, como o vento oriental o tinha, pois vinha de onde nasce o sol:
“E agora o homem não pode olhar para o sol, que resplandece no céu quando o vento, tendo passado, o deixa limpo.” (Jó 37:21)

“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça…” (Malaquias 4:2a)
“Onde está o caminho para o lugar em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?” (Jó 38:24)

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tiago 1:17-18)

Testemunho Paul Washer

7 de maio de 2009

PENSE IGUAL A DEUS


Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais (Jeremias 29.11).

Muitas vezes, por não entendermos o valor dos nossos pensamentos, deixamos nossa mente pensar negativamente. No entanto, quando agimos dessa forma, damos ao diabo o controle dessa “usina de força”. Se ela trabalhar de modo errado, produzirá energia ruim, a qual nos causará danos. Por outro lado, pensar no que é bom fará com que nossos problemas, em sua maioria, sejam solucionados. É de muita valia entender que aquilo que somos hoje é o que pensamos ontem; e seremos amanhã o que, hoje, imaginamos. Então, quem tem pensamentos negativos não conseguiu ainda se libertar do velho homem e vive sob a direção do espírito do erro, que, no passado, conduzia-o segundo os próprios desejos (Efésios 4.17-22; Romanos 6.21). É na mente que o diabo instala seu controle para levar o homem a fazer aquilo que não agrada a Deus. Sendo assim, nossa mente deve estar ocupada com boas coisas para o nosso bem e o do próximo.

Mesmo sabendo que somos imperfeitos e sujeitos a tentações e erros, Deus pensa coisas agradáveis a nosso respeito. Por isso, ao imaginarmos que não conseguiremos enfrentar uma dificuldade e considerarmos que algo está além da nossa capacidade, estamos tirando o Senhor do comando e colocando o inimigo para nos dirigir, uma vez que pensar de modo negativo dá ao adversário o controle desse fantástico gerador. Quem, por exemplo, vive com a mente na sensualidade e nos demais pecados da carne, invariavelmente, fica preso às garras da prostituição (Provérbio 23.27).

A energia produzida pela mente pode ser boa ou má, depende da nossa vontade. O apóstolo Paulo ensinou que só devemos pensar no que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, naquilo que há alguma virtude ou algum louvor (Filipenses 4.8)

QUE DEUS FALE MAIS AO SEU CORAÇÃO..
TODA HONRA É GLORIA AO SENHOR